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Milhares marcharão em Chicago contra a agenda 'antimulheres' de Trump

Uma mulher segura cartaz durante marcha em Chicago, em 20 de janeiro de 2018

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Ainda abaladas pela luta perdida em relação a um candidato a ministro da Suprema Corte dos Estados Unidos acusado de abuso sexual, milhares de mulheres devem marchar neste sábado em Chicago para protestar contra a "agenda antimulher" da administração Donald Trump.

O protesto organizado por Women's March Chicago é uma mostra das consequências políticas da luta partidária para confirmar Brett Kavanaugh, candidato do presidente Trump à corte mais alta da nação, apesar das acusações de agressão sexual por várias mulheres.

A marcha acontece em meio à campanha para as eleições de meio de mandato de 6 de novembro, quando os democratas podem arrebatar dos republicanos o controle da câmara baixa do Congresso.

Os organizadores do protesto adiantaram que manifestações parecidas, alimentadas pela ira que desatou a confirmação de Kavanaugh, estão programadas para o final de outubro em outros estados, incluindo os baluartes republicanos de Texas, Geórgia e Carolina do Sul.

"As mulheres estão muito incomodadas com a confirmação de Kavanaugh e estão loucas para votar", disse à AFP a porta-voz de Women's March Chicago, Harlene Ellin.

Todos os republicanos no Senado menos um votaram a favor da nomeação de Kavanaugh à Suprema Corte. E todos os democratas menos um votaram contra.

A Women's March Chicago afirmou em um comunicado que o protesto era contra a "agenda antimulher da Casa Branca e do Partido Republicano".

Após a marcha, os manifestantes irão aos centros de votação antecipada em Chicago para emitir seus votos.

- "Recuperar o controle" -

Os republicanos têm atualmente o controle da Casa Branca e de ambas as câmaras do Congresso, mas muitos integrantes do partido temem que os eleitores anti-Trump superem os partidários do presidente nas eleições de meio mandato.

Os protestos começaram quando a votação antecipada estava aumentando em Illinois e já havia sido iniciada em mais de uma dezena de estados. Outros acontecerão nos próximos dias.

A maioria dos estados permitem a votação antecipada por e-mail em número limitado de centros de votação. O processo possibilita que aqueles que não possam comparecer às urnas no dia da votação.

Os organizadores da marcha em Chicago insistiram que seu evento não favorece a nenhum partido, apesar de o financiamento ter vindo em grande parte de sindicatos e grupos alinhados com os democratas.

"Queremos recuperar o controle de um governo que está fora de controle e dá-lo aos legisladores, que poderão nos guiar sempre na direção correta", disse Eman Hassaballa Aly, organizadora da Women's March Chicago, em uma coletiva de imprensa no começo da semana.

Marchas simultâneas serão realizadas em cidades próximas nas áreas republicanas de Illinois, fora do bastião democrata de Chicago.

"Com a confirmação de Brett Kavanaugh, as mulheres de todo o país pediram marchas mais gerais em que possam expressar sua insatisfação sobre a ascensão (do juiz) a uma das posições mais poderosas de nosso país", escreveu a organização.

Será a primeira aparição do "dirigível do Bebê Trump", como chamou a imprensa britânica, em um grande protesto nos EUA.

O boneco inflável do presidente americano foi feito durante sua visita à Grã Bretanha em meados deste ano.

Os ativistas em Nova Jersey criaram seis réplicas, que serão espalhadas por todo o país. Depois de Chicago, aparecerá em Los Angeles e Nova York.

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