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Base militar na cidade colombiana de Tolemaida

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Autoridades colombianas pediram nesta terça-feira uma investigação sobre o suposto abuso sexual contra menores de idade por parte de militares dos Estados Unidos, conforme indica um relatório apresentado recentemente durante negociações entre o governo e as FARC em Cuba.

O relatório, publicado em fevereiro pelo historiador Renán Vega e intitulado "Ingerência dos Estados Unidos, contra-insurgência e terrorismo de Estado", afirma que nos municípios de Melgar e Girardot, centro do país, "53 menores de idade foram abusadas sexualmente por mercenários (dos Estados Unidos), que ainda as filmaram e venderam suas imagens como material pornográfico".

Diante dessas afirmações, Cristina Plazas, diretora do estatal Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), pediu nesta terça-feira a seus subordinados uma "busca ativa dessas meninas e adolescentes que foram vítimas de abuso sexual nas mãos desses militares", informou o comunicado da entidade.

O relatório com as denúncias de Vega faz parte de um conjunto de 12 informes sobre o conflito armado realizados por historiadores de diversas tendências políticas, a pedido da mesa de negociações entre o governo de Juan Manuel Santos e a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que acontece em Havana, desde novembro de 2012.

No documento, Vega afirmou que "também em Melgar, um contratante e um sargento dos Estados Unidos violaram uma menina de 12 anos em 2007".

A Defensoria Pública, que vela pelos direitos humanos na Colômbia, rejeitou essas acusações.

"Ao ser a pornografia infantil um delito de caráter transnacional, existem mecanismos suficientes para garantir justiça e evitar a impunidade, independentemente da imunidade diplomática que dos supostos responsáveis", afirmou a instituição em comunicado.

A Defensoria pediu para tomar conhecimento de quantos, dos casos mencionados, "foram investigados e em que etapa se encontram esses processos".

Perto de Melgar e Girardot está uma das principais bases militares da Colômbia, a de Tolemaida, à qual contratantes e militares americanos têm acesso.

Washington impulsiona o multimilionário Plano Colômbia, implementado há 15 anos contra o narcotráfico e a guerrilha no país.

No mês passado, a embaixada dos Estados Unidos em Bogotá insistiu em uma declaração escrita que "leva muito a sério qualquer acusação de conduta sexual inapropriada por parte de algum de seus funcionários".

AFP