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(Arquivo) Cerimônia militar, em Caracas, no dia 5 de julho de 2016

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Militares venezuelanos detiveram por quatro horas nesta quinta-feira os correspondentes Andreína Flores, das emissoras RCN da Colômbia e da Radio France, e Jorge Pérez Valery, do conglomerado Red Más Colombia, quando trabalhavam perto do palácio presidencial em Caracas.

"Depois de quatro horas de detenção ilegal, já saindo do Fuerte Tiuna, o principal complexo militar na capital venezuelana, com Flores y Pérez Valery", escreveu Marco Ruiz, secretário-geral do Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP), no Twitter.

"Trata-se de um gesto de intimidação", acrescentou Ruiz, que publicou uma fotografia sua com os jornalistas no interior de um veículo no momento em que deixavam Fuerte Tiuna.

Consultado pela AFP, um funcionário do Ministério de Comunicação e Informação afirmou que não havia um pronunciamento oficial sobre o fato.

Mais cedo, Pérez Valery havia relatado, em sua conta do Twitter, que eles foram detidos na área de El Calvario, e levados a um posto da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), e depois a Fuerte Tiuna.

Os jornalistas, ambos venezuelanos, foram trasladados pela Direção de Inteligência Militar até as instalações do Ministério da Defesa, localizadas dentro de Fuerte Tiuna, informou o SNTP em um comunicado.

Segundo a organização sindical, os repórteres foram detidos "por supostamente estar gravando em um 'corredor presidencial'", em El Calvario, perto do Palácio de Miraflores.

O defensor público, Tarek William Saab, escreveu em sua conta do Twitter que uma delegação iria a Fuerte Tiuna para "verificar a situação legal" dos jornalistas.

A ONG Espaço Público registrou no ano passado 286 violações à liberdade de expressão, geradas principalmente por intimidação, agressão verbal e censura, aponta seu relatório anual.

A organização Repórteres Sem Fronteiras situou a Venezuela no posto 137 de 180 em sua classificação mundial da liberdade de imprensa para 2015, duas posições abaixo do ano anterior.

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AFP