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Militares venezuelanos irão aceitar ajuda humanitária, afirma representante de Guaidó

Lester Toledo, coordenador da ajuda humanitária designado pelo presidente interino autoproclamado Juan Guaidó, fala com a imprensa em 11 de fevereiro de 2019 em Brasília Venezuelan deputy Lester Toledo, head of the aid distribution team of opposition leader Juan Guaido, recognized by some 50 countries as Venezuela's interim president, speaks to the press after holding a meeting with Brazilian Foreign Minister Ernesto Araujo at Itamaraty Palace in Brasilia on February 11, 2019.Brazil has agreed to store tons of humanitarian aid at a centre near the border with Venezuela, Toledo said. The centre, to be set up in Roraima state, would be the second on the Venezuelan border after one in Cucuta, Colombia. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. fevereiro 2019 - 11:54
(AFP)

Os militares venezuelanos "ajudarão" a entrada da ajuda humanitária proveniente de Brasil, Colômbia e Caribe em 23 de fevereiro, afirmou nesta quarta-feira Lester Toledo, membro da equipe de Juan Guaidó, líder opositor e presidente interino do país caribenho reconhecido por 50 países, incluindo o Brasil.

"Os militares [venezuelanos] vão nos ajudar, eles vão receber a ajuda nas fronteiras e a resguardarão para sua entrega. Eles sabem que têm que se colocar do lado certo da história", disse à AFP Toledo, nomeado coordenador internacional para a ajuda humanitária por Guaidó, também líder do Parlamento.

Toledo iniciou a semana se reunindo com o chanceler do Brasil, Ernesto Araújo, e María Teresa Belandria, nomeada por Guaidó representante diplomática em Brasília. Afirmou que, no encontro, o Brasil se comprometeu tanto com as doações para a ajuda humanitária como com a logística de armazenamento e transporte.

O carregamento deveria chegar em veículos brasileiros até a fronteira terrestre entre ambos os países, no estado de Roraima, em 23 de fevereiro, disse Toledo, seguindo um cronograma anunciado por Guaidó.

Sua expectativa é que, uma vez ali, os militares venezuelanos permitam que o carregamento seja transferido a caminhões com placa local e resguardem seu traslado ao interior do país.

Mas a 10 dias do prazo, o Brasil, que considera ilegítimo o mandatário venezuelano, Nicolás Maduro, ainda está em fase de preparativos, segundo fontes oficiais consultadas pela AFP.

Um alto funcionário do Ministério da Saúde brasileiro viajou nesta quarta-feira a Venezuela e deve se reunir na quinta com a equipe de Guaidó para coordenar o abastecimento de medicamentos, informou a assessoria de comunicação do gabinete, sem dar mais informações.

O centro de provisões funcionará em Roraima, e sua definição estará a cargo dos ministérios da Defesa e da Saúde, disse Toledo.

No entanto, os porta-vozes da Operação Acolhida - integrada por vários ministérios e forças armadas e encarregada da recepção de migrantes na fronteira brasileira - disseram que ainda não receberam informações do Ministério da Defesa nem da Casa Civil sobre este ponto.

O Ministério das Relações Exteriores também disse não ter precisões sobre como a ajuda será coordenada.

Uma fonte do governo brasileiro indicou que a definição da data foi exclusiva de Guaidó, para coincidir em todas as fronteiras, e que Brasília não foi consultada sobre sua disponibilidade para se ajustar ao prazo. A previsão, no entanto, é "ter tudo pronto até lá", indicou.

Toledo afirmou que no caso brasileiro as doações serão "100% nacionais" e que "não virá nada de outro país".

Nesta quarta-feira, María Teresa Belandria se reuniu com o ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, cujo gabinete não ofereceu detalhes do encontro. Belandria rejeitou um pedido de entrevista da AFP.

Brasil e Venezuela compartilham 2.200 km de fronteira, e nos últimos três anos, com o aumento da crise, se intensificou o fluxo migratório proveniente da Venezuela, transformando o país caribenho em um ponto constante na agenda de Brasília.

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