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Militares venezuelanos pedem asilo na embaixada do Brasil em Caracas

Presidente Jair Bolsonaro na cerimônia pelos 100 dias de governo, no Palácio do Planalto, em Brasília afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. abril 2019 - 21:11
(AFP)

Um grupo de 25 militares venezuelanos pediu nesta terça-feira (30) asilo na embaixada do Brasil em Caracas, durante a rebelião em apoio ao líder opositor Juan Guaidó para derrubar Nicolás Maduro, informou o porta-voz da presidência Otávio Rêgo Barros.

"São 25 militares, tenentes e soldados. Não há oficiais de alta patente neste primeiro grupo", destacou o porta-voz.

"Eles estão na embaixada de Caracas, mas é possível que sejam transferidos para outro local sob a bandeira brasileira naquele território, até por questão de saúde", disse Rêgo Barros, confirmando o asilo concedido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o porta-voz, até o momento há cerca de 70 militares venezuelanos que fugiram para o território brasileiro.

Bolsonaro manifestou nesta terça-feira o apoio do Brasil "à transição democrática no processo" na Venezuela, onde militares se rebelaram para apoiar Guaidó.

"O Brasil acompanha com bastante atenção a situação na Venezuela e reafirma o seu apoio na transição democrática que se processa no país vizinho. O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos".

No início da tarde, Bolsonaro se reuniu no Palácio do Planalto com vários ministros para discutir a tensão no país vizinho.

O presidente conversou com Guaidó por telefone durante a tarde, mas os detalhes do contato não foram revelados.

Rêgo Barros, que leu o mais recente comunicado do Grupo de Lima reafirmando o apoio a Guaidó e conclamando as Forças Armadas venezuelanas a reconhecer o líder opositor, destacou que não está prevista uma intervenção brasileira na Venezuela.

Bolsonaro já havia declarado que "a possibilidade [de intervenção] está próxima a zero, é quase impossível".

Sobre o apoio a uma eventual intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, Bolsonaro destacou que qualquer pedido neste sentido precisa ser discutido no Conselho de Defesa Nacional.

"Ainda assim, dificilmente nos envolveríamos diretamente em uma ação como esta. Não é nossa tradição e entendemos que há muito espaço para negociar e conseguir de forma pacífica o restabelecimento da democracia".

"Como o presidente disse, a probabilidade [de intervenção] é mínima", reafirmou Rêgo Barros posteriormente.

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