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Funcionários da mina Escondida, no deserto chileno do Atacama, em greve no dia 20 de fevereiro de 2017

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Os trabalhadores da mina Escondida, a maior produtora de cobre do mundo, bloquearam nesta quarta-feira várias vias de acesso ao completar 21 dias em greve.

Um grupo de manifestantes bloqueou as rotas colocando fogo em pneus e a ação impediu a passagem de veículos por algumas horas, até que a polícia conseguiu retirar as barricadas.

Cerca de 1.200 trabalhadores que pedem um aumento salarial acamparam nos arredores complexo localizado no norte chileno e é operado por uma sociedade que tem a australiana BHP Billiton como principal acionista.

Os funcionários protestam pela redução de seus salários em até 300 dólares e cláusulas discriminatórias em contratos para novos trabalhadores.

Também pedem um reajuste de 7% e um bônus de até 39.000 dólares.

Os 2.500 trabalhadores de Escondida reuniram um fundo de 389.000 dólares para esta greve que, preveem, será "longa e duradoura". Em 2006 uma greve nesta mina durou 26 dias.

A BHP Billiton suspendeu a produção por 15 dias e pediu aos trabalhadores que evitassem a violência.

A greve poderia afetar o preço do cobre, que esteve em seus menores níveis durante os últimos quatro anos devido à diminuição das aquisições da China, maior importador mundial.

Analistas indicaram que se a greve se prolongar por um mês, provocará diminuição de 0,2% no já enfraquecido PIB do país.

Em 2016, as exportações do cobre chileno, principal fonte de divisas do país, caíram 8,9% pela baixa dos preços.

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AFP