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O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman (C), é escoltado de sua casa pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro, em 5 de outubro de 2017

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O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro pediu a prisão temporária do presidente afastado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, e de seu braço-direito, Leonardo Gryner, nas investigações da compra de votos para a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016.

Nesta segunda-feira terminava o período de cinco dias da prisão preventiva de Nuzman e de Gryner, diretor-geral de operações do Comitê Rio-2016, também preso na semana passada no âmbito da operação Unfair Play (Jogo Sujo), que descobriu o esquema.

Segundo o portal de notícias G1, o juiz federal do Rio Marcelo Bretas aceitou a solicitação do MPF, apresentada na tarde desta segunda para estender ambas as prisões por tempo indeterminado.

De acordo com o site do MPF, a prisão temporária de Nuzman e Gryner é fundamental para garantir a ordem pública e para "permitir bloquear o patrimônio, além de impedir que ambos continuem atuando, seja criminosamente, seja na interferência da produção probatória".

Nuzman, de 75 anos, ex-jogador de voleibol profissional, foi detido na quinta-feira em casa, no Rio de Janeiro, acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa por supostamente ser uma peça-chave na rede que teria comprado votos de membros africanos do COI para garantir a vitória do Rio na candidatura aos Jogos de 2016.

Um dia depois da detenção de Nuzman, o COI o suspendeu de todas as suas funções e direitos de membro honorário, e o excluiu da comissão de coordenação dos Jogos de Tóquio-2020, assim como o próprio COB.

A comissão executiva do COI justificou a suspensão de todo o comitê brasileiro (tomada por recomendação de sua comissão de ética, presidida pelo ex-secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon) pelo fato de o COB e seu presidente terem sido "responsáveis da candidatura de Rio de Janeiro em 2009".

No sábado (7), o COB divulgou uma carta, assinado por Nuzman, no qual o diretor pede licença de seu cargo para defender-se das acusações.

Desde sua prisão, o organismo tem sido presidido interinamente por Paulo Wanderley, vice-presidente da entidade.

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AFP