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(Arquivo) A ministra da Defesa da França, Sylvie Goulard

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A ministra da Defesa da França, Sylvie Goulard, anunciou nesta terça-feira sua renúncia ao cargo, com o objetivo de demonstrar "boa-fé" em uma investigação contra seu partido sobre supostos empregos fictícios.

"Desejo poder demonstrar livremente minha boa fé", explica a ministra em um comunicado, em referência à investigação sobre o partido de centro ao qual pertence, por supostos empregos fictícios de auxiliares no Parlamento Europeu.

No dia 9 de junho foi aberta uma investigação preliminar para determinar se o partido centrista MoDem (Movimento Democrático), aliado do movimento A República em Marcha (LREM) do presidente Emmanuel Macron, pagou trabalhadores na França com salários destinados a assistentes parlamentares europeus.

O Palácio do Eliseu anunciou na segunda-feira uma "reforma técnica" do governo após as recentes eleições legislativas, nas quais o LREM obteve maioria absoluta.

O presidente prometeu "restaurar a confiança na ação pública, reformar a França e impulsionar a Europa. Esta ação de ajuste deve prevalecer sobre qualquer consideração pessoal", afirma o comunicado de Sylvie Goulard, uma centrista que foi eleita eurodeputada em 2009 e reeleita em 2014.

O líder do MoDem e atual ministro da Justiça, François Bayrou, afirma que seu partido nunca teve empregos fantasmas de assistentes parlamentares europeus.

Além de Bayrou e Goulard, o governo do primeiro-ministro Edouard Philippe formado em maio tem outra integrante do MoDem, Marielle de Sarnez, ministra de Assuntos Europeus.

A reforma ministerial deixa de fora outro ministro submetido a uma investigação preliminar em um caso de suposto favorecimento: Richard Ferrand. Ligado a Macron e ministro até agora da Coesão do Território, ele anunciou que será candidato a liderar a bancada parlamentar do LREM.

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