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O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, em Dresden, em 7 de outubro de 2017

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O ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, do círculo de Angela Merkel, provocou um escândalo entre os conservadores neste sábado depois de questionar sobre a pertinência de um feriado muçulmano no país.

A ideia, proposta pelo ministro há dois dias em um comício, foi fortemente rejeitada neste sábado pelo partido CSU, aliado dos conservadores da chanceler.

"Nossa herança não é negociável", disse Alexander Dobrindt, um peso-pesado do partido, na coluna do jornal Bild. "Introduzir um feriado do Islã na Alemanha: de nenhuma maneira", acrescentou.

"Não vejo nenhuma razão convincente" de instituir tal feriado, pois a Alemanha é de tradição judaico-cristã e não muçulmana, declarou no mesmo jornal um membro do partido democrata-cristão CDU.

Em alguns lugares do país, "onde vivem muitos muçulmanos, por qual motivo não refletir igualmente em um feriado muçulmano", declarou Maizière em um comício na Baixa Saxônia, onde no domingo irão ocorrer eleições regionais que se anunciam muito disputadas entre os conservadores e o partido social-democrata SPD.

O candidato local da CDU revelou imediatamente que não compartilha de nenhuma maneira da opinião do ministro.

No entanto, o presidente do SPD, Martin Schulz, reagiu de maneira positiva: "temos que pensar na proposta", declarou neste sábado.

Antes das eleições legislativas de 24 de setembro, Maizière advogou pelo respeito dos imigrantes a uma "cultura de referência" ("Leitkultur"), termo usado pelos extremistas de direita.

O partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ingressou nas últimas legislativas no Bundestag, o que causou consternação na Alemanha.

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AFP