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O ministro britânico da Defesa, Michael Fallon, dá entrevista coletiva em Erbil, em 11 de fevereiro de 2017

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O ministro britânico da Defesa, Michael Fallon, afirmou neste domingo que a Rússia era indiretamente responsável pela morte de cada uma das 87 vítimas do suposto ataque químico de Khan Sheikhun, no noroeste da Síria.

Em uma coluna publicada no jornal The Sunday Times, Fallon apontou a responsabilidade da Rússia, como "principal apoio" do regime de Bashar al-Assad.

"Indiretamente, a Rússia é responsável por cada morto civil da semana passada. Se a Rússia quiser ser absolvida de qualquer responsabilidade nos ataques futuros, Vladimir Putin deve fazer com que sejam respeitados seus compromissos de desmantelar de uma vez por todas o arsenal de armas químicas de Assad e se comprometer plenamente com os esforços das Nações Unidas a favor da paz", escreveu o ministro.

"Podemos colocar fim ao interminável sofrimento dos sírios, mas apenas se Moscou também receber a mensagem dos bombardeios da noite de quinta-feira", acrescentou, referindo-se aos 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk que os Estados Unidos lançaram rumo à base aérea síria de Al Shayrat.

O presidente americano, Donald Trump, ordenou estes disparos na quinta-feira como represália por um suposto ataque químico atribuído ao regime sírio, que deixou 87 mortos na terça-feira na localidade rebelde de Khan Sheikhun, no noroeste da Síria.

"Hoje pedimos a todas as partes envolvidas que voltem a se sentar em uma mesa e cheguem a um acordo", prosseguiu o ministro da Defesa britânico. "Este acordo deve abrir caminho a um governo representativo no qual Assad não desempenhe nenhum papel", acrescentou.

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