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Ministro da Defesa anuncia saída do governo

O novo ministro da Saúde do Brasil, Marcelo Queiroga (D) e então ministro da Defesa, Fernando Azevedo(E), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, em 24 de março de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. março 2021 - 19:10
(AFP)

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, general da reserva, anunciou inesperadamente sua saída do governo nesta segunda-feira (29), horas após o chanceler Ernesto Araújo ter anunciado sua decisão de deixar o cargo.

Somada à do general Eduardo Pazuello à frente do Ministério da Saúde, há duas semanas, esta é a terceira baixa de um membro-chave do governo de Jair Bolsonaro na fase mais aguda da pandemia do coronavírus.

“Agradeço ao Presidente da República, a quem dediquei total lealdade ao longo desses mais de dois anos, a oportunidade de ter servido ao País, como Ministro de Estado da Defesa”, escreveu Azevedo e Silva em nota divulgada à imprensa.

“Saio na certeza da missão cumprida”, acrescentou o militar de 67 anos, sem especificar se sua saída do cargo se tratou de uma renúncia ou demissão decidida pelo presidente.

Azevedo e Silva fazia parte do gabinete desde que Bolsonaro assumiu o poder em janeiro de 2019 e era um dos oito ministros (de um total de 22) de origem militar.

Pela manhã, o chanceler Ernesto Araújo apresentou sua renúncia, diante de uma onda de críticas do Congresso que atribuiu às tensões com a China a dificuldade do país em comprar vacinas e insumos contra a covid, disse à AFP uma fonte do governo.

A renúncia ocorre duas semanas depois da demissão do ministro da Saúde, em meio a um vertiginoso recrudescimento da pandemia que já deixou mais de 312 mil mortos no Brasil, um balanço superado apenas pelos Estados Unidos.

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