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(Maio) O ministro Temístocles Montás em um tribunal de Santo Domingo

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Um juiz da República Dominicana decretou nesta quarta-feira a prisão preventiva do ministro de Indústria e Comércio, Temístocles Montás, e de outros sete envolvidos no escândalo de subornos pago pela construtora Odebrecht.

O grupo deverá permanecer em prisão preventiva até o início de seu julgamento, determinou o juiz Francisco Ortega.

Montás e os ex-legisladores Andrés Bautista e Ruddy González cumprirão uma preventiva de seis meses, enquanto o ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa e o advogado Conrado Pittaluga permanecerão nove meses na prisão.

O empresário Ángel Rondón, representante comercial da Odebrecht na República Dominicana entre 2001 e 2014, suposto encarregado da distribuição dos subornos, cumprirá um ano de prisão preventiva na penitenciária de La Victoria, a mais congestionada do país.

Já os ex-funcionários do setor elétrico César Sánchez e Máximo De Óleo ficarão detidos por três meses.

Os legisladores Julio César Valentín, Tommy Alberto Galán e Alfredo Pacheco, que têm imunidade parlamentar, deverão pagar uma fiança de cinco milhões de pesos (100 mil dólares), se apresentar periodicamente ao juiz, e não se ausentar do país.

O Ministério Público acusa o grupo de corrupção, organização criminosa, prevaricação, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Ortega deu o prazo de seis meses para que o Ministério Público conclua a investigação.

Segundo a própria Odebrecht, a República Dominicana foi o terceiro país onde o grupo mais pagou subornos em troca de obras públicas, totalizando 92 milhões de dólares, atrás apenas do Brasil e da Venezuela.

Os 14 denunciados aparecem em depoimentos de cinco executivos da Odebrecht ao Ministério Público Federal do Brasil.

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