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(Arquivo) A ministra francesa Marielle de Sarnez

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A ministra francesa dos Assuntos Europeus, Marielle de Sarnez, alvo de uma investigação preliminar sobre possíveis empregos fictícios no Parlamento Europeu, negou nesta terça-feira ter cometido qualquer irregularidade e apresentou queixa por calúnia.

Este caso aumenta o alvoroço provocado há uma semana pelas revelações sobre outro ministro, o da Coesão Territorial, Richard Ferrand, num momento em que o novo governo do centrista Emmanuel Macron prepara um projeto de lei sobre a moralização da vida política francesa.

Sarnez é investigada pela Procuradoria de Paris por "abuso de confiança", após a denúncia de uma eurodeputada do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), Sophie Montel, contra 19 de seus colegas franceses por supostos empregos fictícios em cargos de assistente parlamentar.

A ministra anunciou no Twitter ter apresentado uma queixa contra esta eurodeputada por "denúncia caluniosa".

Também negou qualquer irregularidade. A situação da assistente em causa "foi declarada e verificada pelo Parlamento Europeu", e seu trabalho "foi acompanhado por relatórios regulares e atividades passíveis de consulta", afirmou em um comunicado.

Desde sua chegada à presidência francesa no início deste mês, Macron tornou a moralização da vida política uma prioridade.

Neste contexto, a oposição ataca outro membro do governo, Ferrand, questionado por uma operação imobiliária que remonta a 2011.

Na semana passada, o semanário satírico "Le Canard Enchaîné" afirmou que a esposa de Ferrand recebeu a concessão de um mercado de locação de uma seguradora da qual seu marido era diretor-geral.

Outra suspeita diz respeito à contratação de um de seus filhos durante alguns meses como colaborador parlamentar.

Ferrand assegura que não é "culpado de nada, nem no plano legal nem no plano moral". A justiça francesa considerou por sua vez que neste momento não há indícios que levem à abertura de uma investigação.

O primeiro-ministro Edouard Philippe expressou sua confiança, afirmando que os eleitores julgarão o ministro, que é candidato nas legislativas de 11 e 18 de junho.

A campanha para a eleição presidencial foi marcada por escândalos, com o indiciamento do candidato conservador François Fillon em um caso de empregos fictícios e a investigação pelo mesmo motivo de dois assistentes da candidata da FN Marine Le Pen.

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