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O ministro de Relações Exteriores turco Mevlut Cavusoglu, em Ancara, no dia 14 de setembro de 2017

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Os ministros das Relações Exteriores turco e americano falaram nesta quarta-feira, por telefone, sobre a crise causada pela suspensão da concessão de vistos entre os dois países, anunciou a agência de notícias turca pró-governo Anadolu.

Mevlüt Cavusoglu e Rex Tillerson, cujos países são sócios no seio da Otan, "conversaram sobre a suspensão recíproca dos serviços de vistos", afirmou a agência de notícias, sem fornecer mais detalhes.

As relações entre Turquia e Estados Unidos, tensas há meses, pioraram depois que um funcionário turco do consulado americano em Istambul foi acusado de "espionagem". Em resposta, Washington suspendeu no domingo a concessão de vistos americanos para a Turquia.

Ancara respondeu com medidas similares e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, atacou na terça-feira o embaixador dos Estados Unidos na Turquia, John Bass, afirmando que já não era considerado "como o representante dos Estados Unidos" na Turquia.

O primeiro-ministro turco, Binali Yildrim, adotou na quarta-feira um tom mais conciliador. "Esperamos que as relações entre os dois aliados voltem rapidamente à normalidade", declarou. "Em um momento de tensões regionais e mundiais crescentes, não abandonaremos o senso comum".

Embora os dirigentes turcos tenham manifestado o seu descontentamento, evitaram até o momento criticar o presidente Donald Trump, centrando as suas reprovações no embaixador americano, que assinalam como instigador da suspensão dos vistos.

As autoridades americanas dão o seu "total apoio" ao embaixador americano, declarou a porta-voz da diplomacia americana, Heather Nauert, em Washington. A decisão de suspender os serviços de vistos foi tomada "em coordenação" com o governo americano, acrescentou.

Além disso, outro funcionário do consulado dos Estados Unidos em Istambul foiá convocado pela Justiça turca, o que poderia piorar a crise.

Esta "guerra dos vistos" ocorre após meses de discordâncias entre Ancara e Washington, vinculadas sobretudo a suas posições em relação ao conflito na Síria, onde a Turquia culpa os Estados Unidos de apoiar milícias curdas que Ancara considera "terroristas".

Outro tema de discordância é a extradição do clérigo turco Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, que Ancara reclama em vão, pois lhe acusa de ter planejado o frustrado golpe de Estado de julho de 2016.

Erdogan sugeriu recentemente que estava disposto a aceitar uma "troca" por um pastor americano detido na Turquia.

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AFP