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Yazidis iraquianos deslocados pela ofensiva jihadista pedem ajuda no campo de Bajid Kandala, no Curdistão

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O Pentágono informou nesta quarta-feira que o número de refugiados yazidis cercados por "jihadistas" no Monte Sinjar, no norte do Iraque, é bem menor do que o estimado a princípio, o que torna "improvável" uma operação de resgate.

"Baseada nesta avaliação, a agência determinou que uma missão de evacuação é improvável", assinalou o secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, após tropas americanas analisarem no local a situação humanitária.

A agência da ONU para os refugiados (ACNUR) havia informado a presença de milhares de civis - muitos membros da minoria yazidi - no Monte Sinjar devido à ofensiva dos "jihadistas" do Estado Islâmico (EI), que tomaram vários territórios do Iraque e da Síria em uma rápida e brutal ofensiva.

Kirby destacou que os soldados americanos que foram ao Monte Sinjar não entraram em combate com os "jihadistas" e regressaram sem problemas à cidade de Erbil, capital da região autônoma do Curdistão; e reafirmou que as tropas dos EUA não voltarão a combater no Iraque.

O almirante Kirby atribuiu o menor número de refugiados no Monte Sinjar "em parte ao sucesso do lançamento de ajuda humanitária, dos ataques aéreos contra o Exército Islâmico, dos esforços dos peshmergas (forças curdas) e da capacidade dos yazidis de escapar da montanha durante a noite nos últimos dias".

Um grupo com cerca de 20 "Boinas Verdes manteve contato com os refugiados" no Monte Sinjar e depois retornou a Erbil, havia informado um oficial do Pentágono à AFP.

Os Estados Unidos têm um consulado e outras instalações em Erbil, que nesta quarta-feira recebeu 130 soldados americanos para a missão no norte do Iraque.

Washington prossegue com seus ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico na região de Sinjar, enquanto milhares de refugiados chegam ao Curdistão iraquiano, muitos vindos da Síria, onde os "jihadistas" controlam uma ampla zona na fronteira com o Iraque.

Centenas de milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas devido à ofensiva do EI, que tomou desde 9 de junho extensas áreas ao norte, a oeste e a leste de Bagdá, sem encontrar resistência das forças armadas iraquianas.

Há dez dias, os jihadistas têm avançado em direção ao Curdistão, perseguindo e expulsando dezenas de milhares de membros da minoria cristã yazidi de suas cidades, particularmente em Sinjar e Qaraqosh, que caíram nas mãos do EI. As forças curdas tentam, com grande dificuldade, frear este avanço.

Americanos e britânicos lançaram nos últimos dias nas montanhas de Sinjar alimento e água aos deslocados, enquanto a França entregou 18 toneladas de ajuda humanitária na cidade de Erbil.

Além da ajuda humanitária, os ocidentais decidiram enviar armas às forças curdas. Após os Estados Unidos, a França anunciou que fornecerá ajuda militar "nas próximas horas", e Londres indicou que transportará o material fornecido por outros países.

AFP