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Missão da UE aponta irregularidades em eleições na Bolívia

(Arquivo) Apoiadores do Movimento ao Socialismo (MAS) manifestam-se em El Alto, Bolívia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. dezembro 2019 - 21:02
(AFP)

Uma missão eleitoral da União Europeia (UE) encontrou "erros e irregularidades" nas eleições da Bolívia de 20 de outubro, anuladas após um informe de auditoria da OEA que motivou a renúncia de Evo Morales da Presidência.

O informe da "Missão de Especialistas Eleitorais" diz que a UE teve conhecimento de que "muitas pessoas expressaram sua preocupação com a integridade e precisão dos resultados finais e, nas redes sociais, circularam várias análises que apontavam supostas irregularidades".

Depois dessas denúncias, a missão "fez um estudo de alcance limitado sobre os resultados oficiais e detectou uma série de erros e irregularidades", como "atas eleitorais com um número incomumente alto de votos nulos, votos em branco e uma participação de 100% dos eleitores".

Em pelo menos 105 colégios eleitorais (de um total de cerca de 5.100), os especialistas descobriram que 100% dos votos foram para o ex-presidente Morales. O líder indígena renunciou em 10 de novembro, após quase 14 anos no poder, em meio a protestos da oposição.

Nesta mesma data, a Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um informe de auditoria, destacando "irregularidades" nas eleições.

O relatório da missão europeia também estabeleceu que o TSE aprovou atas eleitorais que tiveram de ser anuladas, porque os jurados da mesa de votação haviam informado a detecção de fraude.

Apontou-se também que a suspensão do sistema rápido de contagem de votos, conhecido como TREP, motivou "enormes suspeitas" e que o TSE nunca deu uma "explicação coerente" sobre o ocorrido.

"O processo de resultados foi muito deficiente, o que gerou uma grande desconfiança pública", completou o informe.

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