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(1 mai) Ativistas de oposição protestam em Caracas

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A ala moderada da coalizão opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD) reivindicou a vitória nas primárias da oposição, com baixo índice de participação, para as eleições legislativas, nas quais a MUD espera acabar com a hegemonia chavista no Parlamento.

"Fazer as primárias nesta realidade nacional tão difícil parecia impossível, mas organizamos uma jornada pacífica, democrática, transparente e sem incidentes", declarou José Luis Cartaya, presidente da Comissão Eleitoral da MUD.

O bloco opositor moderado - integrado por Primeiro Justiça (PJ), Ação Democrática (AD) e Um Novo Tempo (UNT) - reivindicou em um comunicado ter conquistado 30 das 42 candidaturas a deputados escolhidas nas primárias.

O PJ, liderado pelo ex-candidato à presidência e governador do estado Miranda, Henrique Capriles, foi o partido mais votado, com a vitória de 13 dos 17 candidatos que apresentou. Em segundo lugar ficou a AD, que venceu com sete de oito aspirantes, enquanto cinco dos oito 8 representantes do UNT foram vencedores.

O triunfo do bloco moderado representa uma derrota considerável para a ala mais radical da oposição venezuelana, liderada por Leopoldo López e pela ex-deputada María Corina Machado.

Dos 20 candidatos da Vontade Popular, o partido de López, oito venceram as primárias, incluindo o ex-prefeito, que também está na prisão, Daniel Ceballos. O grupo de Machado apresentou seis candidatos, mas nenhum saiu vencedor no domingo.

Com 98% dos votos apurados, Cartaya afirmou que o índice de participação foi de 7,43%, que equivale a 543.700 eleitores.

O analista político John Magdaleno afirmou à AFP que se for confirmado que menos de um milhão de eleitores participaram nas primárias, a oposição terá que assumir que enfrenta um cenário crítico para as eleições legislativas.

Nas primárias anteriores da oposição, quando Capriles foi escolhido candidato em fevereiro de 2012 para enfrentar o presidente Hugo Chávez, três milhões de pessoas participaram no processo.

Jesús Torrealba, secretário executivo da MUD, denunciou "um blecaute informativo dos meios oficiais e da imprensa doméstica", depois de alegar que a cobertura das primárias nos meios de comunicação foi escassa.

AFP