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(26 jun) O candidato Khaltmaa Battulga vota em Ulan Bator

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A Mongólia celebrará o segundo turno das eleições presidenciais, pela primeira vez em sua história, no dia 9 de julho, após nenhum dos três candidatos obter maioria absoluta na votação desta segunda-feira, anunciaram funcionários eleitorais nesta terça.

O comitê eleitoral geral informou que Khaltmaa Battulga, do Partido Democrata (PD), obteve 38% dos votos, e enfrentará Mieygombo Enkhbold, do Partido do Povo Mongol (PPM), que terminou na segunda posição, com mais de 30%.

O atual presidente, Tsakhia Elbegdorj, não entrou na disputa por estar no fim do segundo mandato consecutivo de quatro anos.

O Partido Democrata de Elbegdorj está na oposição desde que o Parlamento passou a ter maioria do Partido do Povo Mongol.

Os dois candidatos que disputarão o segundo turno são acusados de corrupção.

Mieygombo Enkhbold é um ex-primeiro-ministro acusado de tentar receber dinheiro em troca de empregos públicos. Já Khaltmaa Battulga é suspeito de possuir contas no exterior.

Os escândalos foram mais citados na campanha que os problemas econômicos: a Mongólia, com 3 milhões de habitantes, sofreu nos últimos anos o efeito da queda do preço do cobre, seu principal produto de exportação, e a desaceleração do crescimento da vizinha China.

Em 2016, o PIB cresceu 1%, muito longe dos 17% registrados em 2011. O desemprego, grande preocupação dos eleitores, afeta 9% da população.

Para resolver parte dos problemas, o futuro presidente terá um plano de ajuda de 5,2 bilhões de euros, financiado parcialmente pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

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AFP