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(Arquivo) Foto tirada em 9 de setembro de 2016 mostra a atriz Monica Bellucci em Veneza

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Ainda que aceite as marcas da passagem do tempo em seu rosto, a atriz italiana Monica Bellucci, a "Belíssima", um ícone de beleza e sensualidade do cinema mundial, admite sem rodeios: "Ainda bem que existem os retoques!"

Aos 52 anos, a atriz italiana será mestre de cerimônias do Festival de Cannes, que começa no próximo dia 17. Em uma entrevista à AFP, explica como se vê em um de seus últimos filmes, "On the milky road", de Emir Kusturica.

"Tenho rugas ao redor dos olhos, por todas as partes. Há dez anos não as tinha. Meu rosto mudou nas telas". Mas "não digo 'ah, é monstruoso!'. Não, tem o seu encanto", explica a atriz, vestida elegantemente de preto.

"Não me incomodo em me ver como uma mulher madura, tenho que enfrentar isto", assume.

A diva italiana, que aos 50 anos entrou nos restrito círculo das "Bond girls", em "007 contra Spectre", afirma que não tem uma posição "definida" sobre a cirurgia estética.

"Quando vejo uma mulher madura que não se retocou não digo 'deveria fazer um lifting', mas sim 'está muito bonita assim'. Mas quando vejo uma mulher que fez lifting e que está muito bonita, digo que ela fez o certo", explica.

"Devemos fazer o que nos faz sentir bem. Assim é a cirurgia plástica. Se nos faz feliz, por que não utilizá-la?", afirmou.

- Cannes, pela oitava vez -

Ela também se diz favorável às fotos retocadas. "Agradeço aos retoques. É o que nos salva!", exclama.

"Mas hoje em dia se retoca menos, é uma grande mudança de que gosto muito [...]. Isso significa que começamos a nos acostumar a não ver os defeitos como tais", afirma.

Sobre o polêmico cartaz do Festival de Cannes, para o qual foi retocada uma foto de 1959 de Claudia Cardinale para emagrecê-la, Bellucci considera que "o importante" é que a atriz "esteja contente" com o resultado.

Após atuar em mais de 50 filmes, desde "Drácula" de Francis Ford Coppola até "Irreversível", de Gaspar Noé, a atriz afirma estar "disposta a todas as experiências cinematográficas sempre e quando for interessante".

"Há filmes que filmo por quatro anos, outros [por] dois minutos", comenta.

Ela se diz "encantada" por desempenhar pela segunda vez o papel de mestre de cerimônias - a primeira foi em 2003 - no Festival de Cannes, do qual já participou oito vezes e foi membro do júri em 2006.

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