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Premiê de Montenegro, Dusko Markovic, cumprimenta o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, na Casa Branca, em Washington, DC, 5 de junho de 2017

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Montenegro se tornou o 29º membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), oficialmente, nesta segunda-feira (5), no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envia sinais ambíguos sobre essa instituição.

O primeiro-ministro de Montenegro, Dusko Markovic, e o ministro das Relações Exteriores, Srdjan Darmanovic, entregaram ao governo americano, nesta segunda-feira, o instrumento de adesão à aliança desse pequeno país de 626.000 habitantes, em uma cerimônia no Departamento de Estado, em Washington.

"Estamos celebrando hoje o fato de que nunca volte a acontecer que alguém mais decida por nós e por nosso Estado, pelas nossas costas, como foi o caso no passado", afirmou o premiê montenegrino.

Segundo ele, a entrada na Otan "é um evento histórico para um país e para uma nação que suportou enormes sacrifícios nos séculos XIX e XX por defender seus direitos e uma vida livre, o direito a decidir sobre nosso futuro, com nosso nome reconhecido pelo mundo e com os símbolos da nossa própria nação!", acrescentou.

A integração à organização dessa pequena república da Iugoslávia comunista incomodou a Rússia, que a considera "uma provocação".

Com essa incorporação, a Otan agora controla todo o litoral norte do Mediterrâneo: do Estreito de Gibraltar até a fronteira entre Turquia e Síria.

Essa expansão coincide com a crescente preocupação europeia com o compromisso de Trump com a Aliança Atlântica. Durante a campanha presidencial, o magnata republicano chamou a Otan de "obsoleta".

Nesta segunda, o site Politico reiterou que a primeira participação de Trump em uma cúpula da Otan - a de 25 de maio, em Bruxelas - foi uma grande desilusão para seus sócios, porque se negou a se comprometer explicitamente a favor de uma defesa coletiva.

Ainda de acordo com o Politico, que cita várias fontes do governo americano, Trump decidiu, de última hora, não apoiar o artigo 5 do tratado, que prevê que os sócios ajudem quem for atacado.

Para o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a entrada de Montenegro - independente desde 2006 - favorece "a estabilidade no oeste dos Bálcãs" e "a paz e a segurança internacional".

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