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(4 set) Forças pró-governo sírio a 40km de Deir Ezzor

(afp_tickers)

Mahmud Mashur mal consegue esconder a impaciência. Desde que o Exército sírio rompeu o cerco imposto pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) no setor de Deir Ezzor, onde vive, este professor espera ver o quanto antes sua mulher e seus filhos.

"O mais importante é que quebraram o cerco, graças a Deus, e que aqueles que abandonaram a cidade voltaram sãos e salvos", diz este homem de 36 anos, originário dos bairros ocidentais da cidade de Deir Ezzor, capital da província homônima, no leste da Síria.

Na terça-feira, as forças de Bashar al-Assad conseguiram romper o cerco deste enclave do governo, que os extremistas rodeavam desde o início de 2015.

Agora Mashur espera se reencontrar com a sua esposa e seus filhos, que vivem em Hassake há um ano e meio, graças ao Exército sírio, que tirou vários moradores de Deir Ezzor com um helicóptero durante o cerco do EI. "Perdemos pessoas que fugiram da cidade", assegura o professor.

No enclave pró-governo liberado do sítio extremista, engenheiros do Exército ultrapassaram na véspera os campos minados para quebrar o cerco, comentou um jornalista local que colabora com a AFP.

Caminhões passarão por esta rota para levar ajuda humanitária aos habitantes que sofreram com a escassez de alimentos e medicamentos por conta do cerco.

- "Deus apoia o Exército" -

Horas depois da chegada do Exército, a alegria era percebida em todos os bairros que sofreram o bloqueio, onde homens, mulheres e crianças enchiam as ruas e os mercados para comemorar a "vitória".

Alto-falantes difundiam canções patrióticas e alguns moradores elogiavam as Forças Armadas gritando "Deus apoia o Exército" e hasteando bandeiras sírias.

"Há alegria em toda Deir Ezzor. A vitória de nosso exército nos deixa felizes", exclama Ahmad, que espera poder retomar rapidamente os estudos.

"Se Deus quiser, voltaremos aos nossos estudos. Queremos comer, festejar, nos divertir e que a paz volte para toda a Síria, não só a nossa cidade", disse este jovem de 20 anos.

Abdalá, de 41 anos, sentado em uma cadeira em frente à sua perfumaria continua marcado pela dureza do cerco. "Sofremos muito, faltava tudo. Nos virávamos com o que conseguíamos encontrar", assinala.

Os extremistas do EI conquistaram em 2014 amplas zonas da província petroleira de Deir Ezzor, fronteiriça com o Iraque.

E, embora o Exército sírio tenha conseguido romper o cerco extremista em um dos enclaves na cidade de Deir Ezzor, o EI continua ocupando 60% da localidade.

As aviações síria e russa bombardearam nesta quarta-feira posições extremistas no norte desta cidade, na qual o EI cerca um segundo setor do governo, que inclui um aeroporto militar e bairros residenciais na periferia sul.

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AFP