Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O presidente boliviano, Evo Morales, em Brasília, no dia 17 de julho de 2015

(afp_tickers)

A economia da Bolívia deixou de depender do dinheiro gerado pela comercialização da coca e da cocaína, disse nesta segunda-feira o presidente Evo Morales, afirmando que o "narcotráfico já não decide" nas finanças do país.

"Eu escutava antes: o movimento coca-cocaína, o narcotráfico, contribuem com 14% do PIB e me surpreendia", lembrou Morales em um ato para comemorar a redução, em 11%, do plantio de coca no país em 2014, segundo o escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC).

Morales afirmou que "o narcotráfico era a base da economia do neoliberalismo", mas tudo mudou com o novo modelo econômico e o combate ao tráfico de drogas.

"Nosso representante das Nações Unidas nos disse que agora menos de 1% do PIB procede do cultivo de coca e da produção de derivados, como a cocaína. O narcotráfico já não decide em nossa economia".

O PIB boliviano era, em média, de 5 bilhões de dólares durante a década de 80, no auge da produção de droga, contra os 33 bilhões registrados em 2014, segundo dados oficiais.

Morales disse que seu governo trava uma luta frontal contra o narcotráfico e o cultivo de coca, mas sem a assistência financeira e a inteligência dos Estados Unidos, estimando que o combate ao tráfico de drogas com base no apoio militar americano não é a solução.

AFP