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O presidente da Bolívia, Evo Morales, durante discurso em Sucre, no dia 4 de novembro de 2016

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou nesta quinta-feira a atacar o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, a quem acusou de executar uma política similar à Operação Condor, a repressão contra a esquerda lançada por regimes militares sul-americanos nos anos 1970.

"Almagro tem a política da Operação Condor: se não elimina fisicamente, quer eliminar politicamente presidentes e governos anti-imperialistas", escreveu Morales em seu Twitter.

A Operação Condor reprimiu de maneira coordenada as forças de esquerda de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

Contrário ao papel de Almagro na crise política da Venezuela, Morales considerou em abril que o ex-chanceler uruguaio é uma "ameaça" para a paz e que encaminha a OEA "a sua extinção".

"Luis Almagro divide e trai os princípios da OEA. @Almagro_OEA2015 e EUA são uma ameaça para a democracia na América Latina", apontou o presidente em um segundo tuíte.

Morales criticou em outras ocasiões Almagro e a Organização dos Estados Americanos (OEA), a quem considerou "uma colônia" dos Estados Unidos.

Há pouco tempo Morales divergiu de Almagro nas redes e pediu que voltasse o olhar para a situação "provocada por golpistas corruptos" no Brasil e para deixar de ser "obsessivo com a Venezuela".

Morales é um forte crítico da gestão de Almagro à frente da OEA, em especial por sua posição sobre a crise venezuelana e o presidente Nicolás Maduro, de quem o presidente boliviano é aliado político.

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