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O presidente da Bolívia, Evo Morales, participa de coletiva de imprensa na ONU, em Nova York, no dia 21 de abril de 2016

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, questionou fortemente uma "lei transnacional de tráfico de drogas" aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos, antes de iniciar, nesta quinta-feira, uma viagem a Cuba, compromisso de caráter oficial.

"Não entendo que aprovem leis de aplicação transnacional porque os tempos de colônia já terminaram, os tempo de dominação imperial já terminaram", protestou Morales na abertura de uma cúpula de prefeitos da América Latina.

Estas normas "não servem para a América Latina e o Caribe, estamos em tempos de libertação internacional à vista dos movimentos sociais dos povos de todo o mundo", sustentou Morales.

A lei que entrou em vigor nos Estados Unidos permite preparar casos de extradição de narcotraficantes. Além disso, sanciona qualquer pessoa fora de seu território que fabrique ou distribua substâncias que sejam consideradas controladas, sob conhecimento, intenção ou com motivos que levem a crer que serão transportadas aos Estados Unidos.

Os Estados Unidos consideram substância controlada a ancestral folha de coca, insumo chave para a cocaína, algo que os agricultores bolivianos que cultivam a planta rechaçam.

Pouco antes, o mandatário havia escrito em sua conta no Twitter que a "Bolívia não é colônia ianque. A folha de coca representa a dignidade e soberania de nossos povos milenares da região andina". E que "não são tempos de domínio imperial com seu modelo neoliberal. São tempos de libertação internacional".

A Bolívia expulsou a DEA (escritório antidroga americano) em 2008.

O governante boliviano fez menção ao tema pouco antes de viajar nesta quinta a Cuba convidado por seu contraparte Raúl Castro a fim de abordar temas de integração regional.

Morales anunciou "uma visita oficial (a Havana) para compartilhar ideias, novos programas (e) como nos integrarmos em toda América Latina e Caribe".

AFP