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Morales autoriza advogado a registrá-lo como candidato ao Congresso

O candidato presidencial boliviano ao partido do Movimento pelo Socialismo (MAS), Luis Arce (D), fala ao lado do ex-presidente da Bolívia Evo Morales, durante uma conferência de imprensa, em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2020 - 15:13
(AFP)

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales, que renunciou em novembro passado, após um mandato de quase 14 anos, autorizou seu advogado a registrá-lo como candidato a uma cadeira no Congresso nas eleições de 3 de maio, informou seu partido nesta quinta-feira.

Morales “aceitou o pedido da Diretoria Departamental (de Cochabamba) do MAS (Movimento ao Socialismo) para assinar em seu nome diante da possibilidade de ser designado candidato à Assembleia Legislativa”, segundo um comunicado.

O ex-governante, refugiado na Argentina desde dezembro, autorizou seu advogado, Wilfredo Chávez, a “fazer uso de qualquer faculdade necessária para o sucesso do presente poder”.

Os especialistas concordam que o ex-presidente não teria impedimento legal para solicitar uma cadeira no Congresso. A Bolívia renovará em maio, além de presidente e vice-presidente, seus 36 senadores e 130 deputados.

O ex-porta-voz da Corte Eleitoral, Gonzalo Lema, considerou que Morales “não tem impedimento legal” para solicitar uma cadeira porque “não tem sentença executória” perante o tribunal.

O analista Carlos Borth lembrou que “a Constituição exige que (os candidatos) residam nos últimos dois anos no círculo eleitoral que estão concorrendo a qualquer cargo de presidente, vice-presidente, senador, deputado e sua violação é motivo de desqualificação”.

A jurista Silvia Salame, ex-magistrada do Tribunal Eleitoral, concordou com Lema em declarações à rádio Panamericana e afirmou que uma cadeira no Congresso não lhe concederia imunidade nos processos que enfrenta por “sedição e terrorismo”.

A figura de “imunidade parlamentar” foi eliminada na Constituição de 2009, promulgada pelo próprio Morales.

O ex-presidente está impedido de participar das próximas eleições como candidato à presidência, após anular as eleições em outubro passado devido a “irregularidades” detectadas por uma missão da OEA e nas quais foi declarado vencedor no primeiro turno.

No entanto, seu herdeiro político, o economista Luis Arce, lidera com 26% as intenções de voto, seguido pelo direitista Luis Fernando Camacho e pelo ex-presidente do centro Carlos Mesa, ambos com 17%. Na quarta posição, a presidente interina Jeanine Áñez aparece com 12%, segundo pesquisa da empresa Mercados e Amostras, divulgada no domingo.

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