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O presidente da Guatemala Jimmy Morales, no dia 29 de agosto de 2017

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O presidente da Guatemala, Jimmy Morales, reafirmou nesta terça-feira sua decisão de expulsar o chefe da missão da ONU contra a corrupção, a quem acusa de ingerência nos assuntos de Estado e de extrapolar suas atribuições.

Morales declarou em uma reunião com prefeitos que a expulsão do ex-magistrado colombiano Iván Veláquez foi uma decisão "difícil", mas que era preciso tomá-la.

O presidente ordenou no domingo a expulsão de Iván Velásquez, titular da Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig), uma entidade ligada à ONU que funciona desde 2007.

Sua decisão foi tomada dois dias depois de Velásquez ter iniciado, juntamente com a procuradora-geral, Thelma Aldana, o processo para retirar a imunidade do chefe de Estado para investigá-lo por suposta corrupção de fundos de campanha em seu partido, o direitista FCN-Nación, em 2015.

Em abril daquele ano, a Cicig desvendou uma fraude na alfândega que levou à renúncia do então presidente, Otto Pérez (2012-2015) e de sua vice-presidente, Roxana Baldetti. Os dois estão na prisão à espera de julgamento.

A ordem de expulsão não foi cumprida porque a Corte de Constitucionalidade (CC), a máxima instância judicial do país, emitiu três medidas provisórias para detê-la.

"Não estou defendendo gente corrupta, não sou contra o combate à corrupção e sequer disse ser contra a Cicig", afirmou o presidente.

"Não tenho medo da lei. Se em algum momento tiver que enfrentar a lei, deverá ser como estabelece a lei e ninguém pode estar isento, a justiça não pode ser seletiva", disse Morales, um ex-comediante de 48 anos.

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AFP