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O presidente boliviano, Evo Morales, em Bruxelas, em 8 de junho de 2017

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Evo Morales, presidente da Bolívia, solicitou, nesta quarta-feira, a abertura de um processo contra cinco magistrados do Tribunal Supremo de Justiça, que ele criticou por decisões consideradas indulgentes contra os responsáveis pela entrega aos EUA de mísseis das Forças Armadas bolivianas.

Recentemente, os cinco juízes condenaram a penas entre dois e três anos de prisão oito dos dez envolvidos. Os outros dois foram inocentados.

Morales considera que os militares, que em 2005 entregaram aos Estados Unidos 41 mísseis de fabricação chinesa, cometeram traição à pátria, delito que tem pena de 30 anos de prisão, sem direito a indulto, na Bolívia.

"É muito grave o que fizeram, vamos pedir (às Forças Armadas e ao Ministério da Defesa) que iniciem de uma vez o julgamento de responsabilidade" contra os magistrados, disse Morales em uma declaração à imprensa.

O mandatário absolveu o ex-presidente Carlos Mesa. "A equipe jurídica me disse que não corresponde, que (Mesa) não é responsável por nenhum julgamento de responsabilidades", afirmou.

Mesa tinha sido citado para uma futura investigação pelos oficiais, a quem ele agora acusa de desrespeitarem o direito à presunção da inocência e ao processo devido.

"Acabo de apresentar à presidente da ALP (Assembleia Legislativa Plurinacional) uma denúncia contra magistrados do Tribunal Supremo de Justiça", escreveu Mesa em sua conta no Twitter.

Em outubro de 2006, 42 mísseis terra-ar HM-5 de fabricação chinesa, os mais modernos do arsenal boliviano à época, foram entregues à embaixada dos Estados Unidos para serem desativados, poucos meses antes da chegada de Morales ao poder.

Foi o próprio Morales, então deputado e candidato à presidência, quem denunciou que os mísseis foram entregues, apesar de estarem em estado perfeito.

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AFP