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O presidente da Bolívia, Evo Morales, durante discurso em Sucre, no dia 4 de novembro de 2016

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, exigiu na terça-feira que os autores intelectuais do Plano Condor, "promovido pelos Estados Unidos", sejam julgados depois que um tribunal de Roma condenou oito repressores, incluindo dois bolivianos, numa decisão que considerou "justa, mas insuficiente".

A decisão do Terceiro Tribunal de Roma, que julgou 26 repressores da América do Sul pelo desaparecimento e morte de 40 opositores, alcançou o general Luis Garcia Meza, presidente da Bolívia entre 1980 e 1981, e seu então ministro do Interior, coronel Luis Arce Gómez, ambos atualmente presos sem o direito de indulto.

"Este é um veredicto justo, mas insuficiente. Para que ditaduras nunca mais retornem à #PatriaGrande deve-se processar e julgar os autores intelectuais escondidos nas agências de segurança e serviços secretos do império", tuitou o presidente boliviano.

Além dos dois militares bolivianos, o Tribunal de Roma condenou a prisão perpétua dois outros chilenos, três peruanos e um uruguaio pelo desaparecimento e assassinato de 40 opositores nos anos 70 e 80.

De acordo com o presidente da Bolívia, "não haverá justiça para nossos povos enquanto não forem julgados os verdadeiros responsáveis dos crimes contra a humanidade, ordenados dos #EUA".

Pouco antes, seu ministro de Governo (Interior), Carlos Romero, argumentou que a sentença "tem um valor simbólico, estabelecendo um precedente importante".

García Meza cumpre desde 1995 uma condenação de 30 anos de prisão, pena máxima na Bolívia, em uma prisão de segurança máxima, embora nos últimos anos tenha estado várias vezes em um hospital militar por problemas cardíacos.

Conhecido como "ministro da cocaína", Arce Gómez cumpriu inicialmente condenação nos Estados Unidos por tráfico de drogas até 2009, ano em que foi enviado à mesma prisão de La Paz, também com uma pena de 30 anos.

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AFP