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O escritor Yann Andréa, no funeral de sua companheira Marguerite Duras, em Paris, em 7 de março de 1966.

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O último amor de Marguerite Duras, seu companheiro de vida durante 16 anos e com quem ela mantinha uma relação singular, absorvente e literária, o escritor Yann Andréa, foi encontrado morto na quinta-feira em seu apartamento de Paris aos 63 anos.

"As brigas acontecem em todos os casais, não é nada original", minimizava Yann Andréa, ao mencionar o tumultuado relacionamento com Marguerite Duras, repleto de rupturas e reencontros, de paixão e submissão, mas que durou até a morte de Duras em 3 de maio de 1996.

De silhueta frágil, rosto jovem e bigode, Yann Andréa era homossexual e seu nome verdadeiro era Yann Lemée. Ele revelou que se apaixonou por Duras ao lser seu romance "Les petits chevaux de Tarquinia".

Durante cinco anos, escreveu cartas para a autora, sem receber respostas da escritora famosa. Até que um dia, em 1980, o jovem bateu na porta da casa de Marguerite Duras em Trouville (oeste da França). Ela tinha 66 anos e ele 28, mas o relacionamento prosseguiu até a morte da escritora em 1996.

Yann Andréa escreveu diversos livros, como M.D. (1983), "Cet amour-là" (1999), "Ainsi" (2000), "Dieu commence chaque matin" (2001).

"Cet amour-là" foi adaptado ao cinema por Josée Dayan em um filme no qual Marguerite Duras foi interpretada por Jeanne Moreau. O livro relata de maneira detalhada um relacionamento especial no qual a escritora idosa controlava e decidia tudo, até o nome de seu companheiro, que não fazia sexo com ela.

AFP