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O diretor de documentários americano Robert L. Drew, ao lado da esposa, Anne, em 26 de abril de 2008

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O diretor de documentários americano Robert L. Drew, um dos pais do estilo "cinema direto", a versão americana do "cinéma vérité" francês, faleceu nesta quarta-feira, aos 90 anos, em sua casa em Connecticut (nordeste dos EUA), informou a família do cineasta.

Na década de 1960, Drew desenvolveu com seus colaboradores uma câmera e um microfone que permitiam gravar imagens sem roteiro. A técnica dava mais flexibilidade de movimento e permitia captar a realidade sem um narrador principal.

O protagonista do primeiro documentário de Drew, "Primárias" (1960), foi o então senador John F. Kennedy, a quem ele acompanhou durante sua campanha em Wisconsin (norte dos EUA) para a presidência americana.

Em 1963, Drew rodou "Crise: por trás de um compromisso presidencial", sobre a decisão de Kennedy - já presidente - de apoiar os direitos dos americanos negros e de obrigar a Universidade do Alabama (sul) a aceitar dois estudantes.

Em 1969, Drew ganhou o Emmy de melhor documentário por "Man Who Dances", sobre o estresse sofrido pelo então primeiro bailarino da Ópera de Nova York, o americano Edward Villella.

Antes filmou "Yanki No" (1960), baseado no aumento de um sentimento anti-EUA na América Latina; "The Chair" (1962), sobre um advogado que evitou que um homem fosse executado na cadeira elétrica; e "Jane" (1962), sobre o início da carreira da atriz americana Jane Fonda na Broadway.

Nascido em Ohio (norte), há dois anos ele ficou viúvo de Anne Gilbert Drew, com quem trabalhou durante grande parte de sua trajetória profissional e teve três filhos. Seu primeiro casamento foi com Ruth Faris Drew.

Antes de se tornar diretor de documentários, ele se alistou na Força Aérea americana, que o destacou para Nápoles, no final da Segunda Guerra Mundial. Por três meses, Robert Drew ficou escondido nas montanhas para não ser descoberto pelas tropas alemãs, depois que seu avião foi abatido.

AFP