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Eroni Kumana (E) segura o busto do presidente John F. Kennedy, ao lado de um amigo, em foto sem data especificada

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Eroni Kumana, um habitante das Ilhas Salomão que na Segunda Guerra Mundial resgatou o então futuro presidente John F. Kennedy depois do naufrágio de seu barco, morreu em 2 de agosto passado, aos 93 anos.

"Sem os atos heroicos de homens como Eroni Kumana, o presidente Kennedy e sua tripulação não teriam conseguido se salvos e depois ele não se converteria no chefe do mundo livre", informou a Biblioteca e Museu Presidencial de John F. Kennedy em Boston, ao anunciar a morte de Kumana.

Kumana morreu exatamente 71 anos depois do dia em que o pequeno navio torpedeiro com 12 tripulantes sob o comando do então tenente Kennedy, de 26 anos, foi atingido por um destróier japonês que o afundou enquanto patrulhava o Estreito de Blackett, perto das Ilhas Salomão, em 2 de agosto de 1943.

No naufrágio morreram dois tripulantes e os demais - entre eles Keneddy - nadaram durante várias horas até chegar a uma pequena ilha onde se refugiaram.

"Durante os três dias seguintes, Kennedy e os outros sobreviventes se alimentaram de cocos e Kennedy nadava durante horas em águas infestadas de tubarões em busca de barcos amigos", relata o museu.

Quatro dias depois do naufrágio, os homens receberam ajuda de dois guias locais que trabalhavam para os americanos. Os jovens eram o falecido Eroni Kumana e Biuku Gasa, que morreu em 2005.

Kennedy escreveu uma mensagem em um coco e deu aos guias, que remaram por 60 km numa canoa para levar à base aliada mais próxima.

Graças a este ato, os 11 marinheiros foram finalmente resgatados em 8 de agosto de 1943.

Mais tarde, quando já era presidente, Keneddy usou o emblemático coco como peso de papéis em seu gabinete na Casa Branca.

AFP