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(Arquivo) Soldado peruano no aeroporto internacional Jorge Chavez de Lima, no dia 18 de novembro de 2016

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Um soldado morreu após um confronto entre uma patrulha militar e remanescentes do grupo maoísta Sendero Luminoso no maior vale de cultivo de folha de coca do Peru, onde o governo intensifica a luta contra a guerrilha e o tráfico.

O confronto ocorreu no distrito de Llochegua, Huanta, no departamento de Ayacucho, zona compreendida no temido VRAEM, acrônimo dos vales dos rios Ene, Apurímac e Mantaro, segundo informou nesta terça-feira o Comando Conjunto das Forças Armadas.

No enfrentamento, ocorrido durante a tarde de segunda-feira, morreu um sargento do Exército e pelo menos sete supostos guerrilheiros ficaram feridos, segundo as Forças Armadas.

O Sendero Luminoso é considerado terrorista no Peru.

Segundo a presidente-executiva da Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Vida Sem Drogas (Devida), Carmen Masías, no VRAEM os remanescentes do Sendero "agem como sicários, recebendo dinheiro do tráfico. A situação hoje é diferente de 10 anos atrás", detalhou.

De acordo com Masías, 75% da folha de coca vem do VRAEM, onde existem laboratórios para processar a droga. Muitas localidades desta área dependem economicamente do comércio da folha de coca.

Em seu território, o Peru aplica uma política de substituição de cultivos, como cacau, abacaxi e café, com relativo sucesso.

O Peru planeja entrar no VRAEM para reduzir à metade os cultivos de folha de coca no país até 2021. Atualmente calcula-se em todo o país 55.000 hectares de plantações desta folha, venerada pelos ancestrais andinos.

A "guerra popular" do Sendero Luminoso, hoje dizimado e com seus principais líderes presos, deixou 70.000 mortos entre 1980 e 2000 após uma repressão militar, segundo um relatório da Comissão da Verdade.

AFP