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Procurador argentino Alberto Nisman em coletiva de imprensa em 14 de janeiro de 2015 em Buenos Aires

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Um procurador argentino anunciou nesta quarta-feira (8) que seu colega Alberto Nisman foi vítima de homicídio, e pediu que um de seus colaboradores - suspeito do assassinato - fosse chamado a depor, informaram fontes judiciais.

Alberto Nisman foi encontrado morto em seu apartamento com um tiro na cabeça, em 18 de janeiro de 2015. Ele estava encarregado da procuradoria que investigava o atentado ao centro judeu AMIA, que deixou 85 mortos e 300 feridos em 1994.

O anúncio do procurador federal Eduardo Taiano traz uma reviravolta no caso. Até agora não se podia determinar se a morte havia sido resultante de suicídio ou de homicídio, como afirmam seus familiares.

A procuradora de instrução Viviana Fein, encarregada da investigação há um ano, quando o caso passou à esfera federal, se inclinava pela hipótese de suicídio induzido de Nisman.

Em um discurso no Council of Americas, durante a visita a Nova York, o presidente argentino Mauricio Macri afirmou nesta terça-feira, antes do anúncio, que "mataram Nisman". "Precisamos saber quem fez isso", acrescentou.

Nesta quarta-feira, o procurador Taiano acusou Lagomarsino de ser "partícipe necessário de um plano criminoso" para matar Nisman. O juiz federal Julián Ercolini o convocou a depor na próxima terça-feira.

Ercolini também ordenou que Lagomarsino comece a usar uma tornozeleira eletrônica e impôs restrições à sua mobilidade, apesar de não ter ordenado sua prisão preventiva.

A reviravolta ocorreu após a perícia realizado por Gendarmeria e assinada por 28 especialistas que concluiu que Nisman foi assassinado, em contraposição a uma perícia anterior do Instituto Médico Legal da Suprema Corte, que havia excluído a presença de outras pessoas na cena do crime.

"Taiano considerou que se depreende a 'ativa participação de terceiras pessoas no lugar em que o fato ocorreu', que definiu como um homicídio", explicou uma nota do portal Procuradores, órgão do Ministério Público.

Segundo Taiano, "as circunstâncias que cercaram a morte da vítima, impedem sequer considerar a possibilidade de um suicídio".

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AFP