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(2009) O promotor Alberto Nisman

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O resultado da investigação para determinar se foi suicídio ou homicídio a morte do promotor argentino Alberto Nisman, ocorrida em 18 de janeiro, será conhecido depois das eleições presidenciais de 25 de outubro, indicou nesta terça-feira a procuradora Viviana Fein.

Nas últimas horas voltou ao centro da polêmica a morte do promotor que investigava o atentado ao centro judeu AMIA, que deixou 85 mortos em 1994, e que dias antes de morrer denunciou que a presidente Cristina Kirchner acobertava ex-governantes iranianos acusados por este crime.

A acusação de alto impacto político em um ano eleitoral posteriormente foi rejeitada em várias instâncias judiciais por "inexistência de crime".

"Eu continuo a investigação como a comecei, gosto da prolixidade e de chegar à verdade objetiva. Levaremos o tempo que o parecer demandar. Não há prazo", declarou Fein à rádio Vórterix.

Consultada sobre se a conclusão será divulgada após outubro, a procuradora respondeu que certamente sim. No dia 25 de outubro serão realizadas eleições presidenciais nas quais lidera Daniel Scioli, o candidato de Kirchner, que não pode se apresentar a um terceiro mandato.

A morte do promotor voltou a ser destaque após a divulgação nas últimas horas do resultado de uma perícia que a denúncia tomou como prova de que Nisman foi assassinado.

Um disparo da pistola Bersa calibre 22, uma de cujas balas matou Nisman, deixou rastros de bário, chumbo e antimônio em uma perícia de reconstrução do fato, diferentemente de duas análises anteriores de varredura eletrônica que não haviam encontrado sinais de pólvora na mão do promotor.

Para Fein, este resultado é relativo e não pode ser tomado como prova conclusiva, o que motivou diversas críticas da juíza Sandra Arroyo Salgado, ex-esposa e mãe das duas filhas de Nisman, denunciante no caso.

"Não podemos dizer com a perícia se ele se suicidou ou se o mataram", disse Fein. "Não descartei nenhuma hipótese. As perícias sobre a arma não podem ser encaradas isoladamente".

AFP