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Mortes triplicaram em 15 dias em Guayaquil por crise sanitária

O carpinteiro William Yagual (E) e sua esposa, Maritza Coque, que costumavam fabricar móveis, constroem caixões para atender à demanda pela pandemia do novo coronavírus em Guayaquil, 16 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. abril 2020 - 00:40
(AFP)

As mortes triplicaram nos últimos 15 dias na província de Guayas e em sua capital, Guayaquil, a região mais afetada pela pandemia do novo coronavírus no Equador, informou nesta quinta-feira (16) um alto funcionário.

Antes do início da epidemia, em Guayas (sudoeste) se registrava uma média de duas mil mortes por mês, mas só na primeira quinzena de abril, houve 6.703 falecimentos, disse Jorge Wated, o funcionário designado pelo governo para atender parte da crise na província.

Entre estes 6.703 falecidos há vítimas do novo coronavírus, casos suspeitos e também mortos por causas naturais, disse o funcionário, que não revelou o percentual de óbitos relacionados com a pandemia.

Guayas concentra 70% dos mais de 8.200 casos de coronavírus registrados até esta quinta-feira no Equador, incluindo 403 mortos.

Deste total, 4.353 infectados foram registrados em Guayaquil, epicentro da pandemia no país e uma das cidades mais castigadas pela doença na América Latina.

Nesta cidade portuária, com 2,7 milhões de habitantes e capital econômica do país, muitas pessoas perderam a vida esperando atendimento em hospitais ou em residências.

Ao colapso do sistema de saúde seguiu-se o do sistema funerário, levando famílias a passar vários dias com os corpos em casa antes de o governo ativar uma força militar e policial para recolher os cadáveres.

O toque de recolher imposto pelo governo para tentar deter a propagação da COVID-19 retardou o trabalho das funerárias que, em alguns casos, deixaram de prestar o serviço por medo de que seus funcionários fossem contaminados.

Wated destacou no domingo que a força-tarefa conjunta conseguiu retirar cerca de 1.400 cadáveres nas últimas três semanas, 800 deles de casas e o restante em hospitais, para sepultá-los.

"Ainda temos quase 700 pessoas que queremos sepultar entre esta semana e no máximo a próxima. Vamos fazendo pouco a pouco", disse o funcionário nesta quinta.

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