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O chanceler russo, Serguei Lavrov, em coletiva de imprensa em Moscou, em 28 de julho de 2014. O ministério declarou que a política da União Europeia não está baseada em fatos.

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O Ministério russo das Relações Exteriores considerou infundadas as acusações de Washington de que Moscou teria violado o tratado de controle de armas assinado entre os dois países em 1987 ao testar um míssil de cruzeiro e acusou os Estados Unidos de não respeitar esse tratado.

"Estas declarações são tão infundadas quanto tudo o que ouvimos recentemente de Washington sobre outras questões. Não há evidência alguma que apoie" essa acusação, declarou o ministério russo em um comunicado.

"A implantação recente, como parte do escudo antimísseis americano, de rampas de lançamento MK-41 pelos Estados Unidos na Polônia e na Romênia, é um tema que está crescendo", lançou o ministério.

"Essas rampas de lançamento podem (...) ser consideradas uma violação direta do Tratado" de Forças Nucleares de Médio Alcance (INF), considerou.

A Rússia, que considera a instalação do escudo antimísseis americano na Europa uma ameaça à sua segurança, tenta fazer com que o projeto seja abandonado ou se associar a ele.

Os Estados Unidos estão preocupados com o desenvolvimento de novos mísseis por Moscou a partir de 2008, segundo um artigo publicado no The New York Times que cita fontes oficiais americanas.

Na terça-feira, a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, pediu que a Rússia "cumpra suas obrigações, e elimine e evite qualquer arma proibida de maneira verificável", enquanto a Casa Branca assegurou que não há ligação entre esta questão e a crise na Ucrânia.

O Tratado das Forças Nucleares de Médio Alcance, assinado pelos presidente Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev, eliminou o uso de mísseis balísticos e de cruzeiro de médio alcance lançados da terra, tanto convencionais como nucleares.

AFP