Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Serguei Lavrov, em Nova York, em 20 de setembro de 2017

(afp_tickers)

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, rejeitou, nesta sexta-feira (22) a ideia de uma reabertura de negociações com o Irã no tema nuclear e insistiu em que as preocupações dos Estados Unidos podem ser atendidas em paralelo ao acordo firmado em 2015.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou declarar que o Irã está descumprindo o acordo, a menos que o pacto seja ampliado para permitir sanções por manter um programa de mísseis, ou por dar apoio a grupos armados de outros países.

Em entrevista coletiva na sede da ONU, Lavrov disse que essas questões estão fora do alcance do acordo fechado há quase dois anos entre o Irã e outros seis países, após difíceis negociações.

"Não é apenas a Rússia que diz que é necessário salvar esse plano. Isso também foi mencionado por todos os países europeus que participaram das negociações", completou.

Lavrov ressaltou que "o programa está finalizado e foi apoiado por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Abrir este plano para negociações seria, basicamente, ignorar o acordo".

O chanceler russo declarou ainda que há "diferentes tipos de preocupação" de diversos atores, "mas essas preocupações podem ser atendidas com formatos que sejam relevantes para isso".

"Pôr maçãs e laranjas juntas seria um erro, especialmente em assuntos tão complicados quanto o acordo nuclear com o Irã", insistiu.

Trump deve informar o Congresso americano, em 15 de outubro, sobre se está pronto para reconfirmar o cumprimento do acordo por parte de Teerã.

Se isso não for feito, abrirá as portas para a aprovação de novas sanções e para o irremediável colapso do pacto.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP