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Bombeiros e socorristas no local do acidente

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O motorista de uma caminhonete morreu nesta terça-feira em um acidente provocado por uma barricada de troncos instalada por migrantes em uma estrada perto de Calais, norte da França, anunciou a prefeitura daquela região.

Desde o início da crise migratória em 2014, esta é a primeira vez que um fato dessa natureza, provocado pelos migrantes que desejam ir para a Inglaterra, acontece.

Por volta das 03h45, uma barricada de troncos instalada pelos migrantes na estrada "causou a morte do motorista de uma caminhonete matriculada na Polônia", informou a prefeitura local.

"O veículo colidiu com um dos três caminhões bloqueados pela barricada e pegou fogo", matando o motorista, que ainda não foi identificado.

A polícia prendeu nove migrantes eritreus que haviam subido em um dos caminhões bloqueados.

De acordo com uma fonte policial, eles serão processados ​​por "homicídio involuntário", "obstrução da circulação" e "por colocar em perigo a vida dos outros".

O incidente ocorreu perto do local onde havia um enorme acampamento ilegal de migrantes apelidado de "A selva", desmantelado em outubro de 2016.

A instalação de barricadas na região, especialmente à noite, por migrantes desesperados que esperam retardar os caminhões com destino a Grã-Bretanha e se esconder neles, era comum até o desmantelamento do acampamento.

O ministro do Interior francês, Gérard Collomb, anunciou nesta terça-feira que visitará Calais, explicando que "não se pode permitir esses ataques à legalidade". "É necessário que (os autores) sejam julgados pelos tribunais", acrescentou.

A prefeita de Calais, Natacha Bouchart, do partido Os Republicanos (direita), denunciou "atos de grupos organizados que cometem crimes graves".

Um sindicato da polícia também reagiu, julgando que "Calais tornou-se uma zona de anarquia, cuidadosamente mantida por várias associações e atores institucionais".

Entre 400 e 600 migrantes vivem em Calais e seus arredores na esperança de viajar clandestinamente para o Reino Unido.

AFP