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Vista da entrada da comunidade indígena Parque das Tribos, em Manaus, em 15 de fevereiro de 2017

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O Ministério Público do Amazonas recuou nesta segunda-feira sobre as declarações realizadas na sexta que confirmavam a morte de indígenas de uma tribo isolada neste estado.

Segundo o procurador Pablo Luz Beltrand, "não há confirmação das mortes".

Há dois dias, a assessoria de comunicação do MP informou à agência local de notícias Amazônia Real que confirmava "as mortes dos indígenas isolados" e que "o Ministério Público Federal e Polícia Federal estavam investigando" os fatos.

Beltrand explicou que o Ministério Público recebeu um comunicado da Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre o tema, o que motivou a abertura de uma investigação. "Não posso dar outras informações para não colocar em risco a investigação".

A Funai informou nesta segunda-feira que garimpeiros ilegais foram detidos e levados para depor sobre o caso em Tabatinga.

Há duas semanas, o líder indígena Adelson Kora Kanamari disse à Amazônia Real que entre 18 e 21 indígenas da tribo isolada Warikama Djapar "teriam sido atacados e assassinados" entre maio e junho na região do Vale do Javari.

Em declarações à Amazônia Real, Kanamari explicou que a situação na região está "muito crítica". Os invasores "são fazendeiros, caçadores, garimpeiros. Muitos índios isolados estão sendo mortos, mas não sabemos ao certo as datas e nem o número exato de mortos".

O território indígena Vale do Javari tem 8,5 milhões de hectares e foi regularizado em 2001, segundo dados da Funai. Situado a quase 1.200 km de Manaus, tem uma população de cerca de 7.000 habitantes.

Também de acordo com a Funai, há ao menos 14 referências de indígenas isolados na área, e cinco etnias contatadas.

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AFP