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MP do Peru pede prisão preventiva para ex-presidente no caso Odebrecht

Kuczynski chega à audiência de apelação, em Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. abril 2019 - 17:31
(AFP)

O Ministério Público especial que investiga a Odebrecht no Peru pediu, nesta segunda-feira, a prisão preventiva do ex-presidente do país Pedro Pablo Kuczynski, no começo da audiência de apelação da pena que o ex-banqueiro de Wall Street oCtagenário está cumprindo.

"Foi dada como superada a etapa de investigação preliminar. O que cabe é pôr os investigados e o juiz de investigação preparatória para que indique a data da audiência (de prisão preventiva)", disse o procurador Hernán Mendoza, mudando o tema da sessão, que deveria resolver sobre a liberdade de Kuczynski.

"É uma emboscada e uma arbitrariedade", respondeu o advogado César Nakazaki, defensor do ex-mandatário (2016-2018).

A audiência, que é transmitida na televisão, se deu na presença de Kuczynski, representantes do MP e advogados diante do juiz Juan Guillermo Piscoya, da primeira sala de apelações da Corte Superior de Justiça.

O ex-presidente foi preso na quarta-feira pela polícia após um tribunal especializado em crime organizado e corrupção de autoridades aceitar um pedido de prisão de 10 dias por risco de fuga e obstrução da Justiça.

Kuczynski, ex-banqueiro de Wall Street, está sendo investigado por pagamentos da Odebrecht a duas empresas ligadas a ele, a First Capital e a Westfield Capital, para serviços de consultoria.

A Odebrecht revelou no final de 2017 que pagou quase 5 milhões de dólares por assessorias da First Capital e da Westfield Capital enquanto ele era ministro de Toledo. Kuczynski negou até então qualquer vínculo com a empreiteira brasileira.

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