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Chefe do governo catalão, Carles Puigdemont, após assinar o decreto para convocação do referendo de independência da região, em 6 de setembro de 2017, em Barcelona

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O Ministério Público espanhol está preparando "ações criminais" contra os dirigentes catalães, promotores do referendo de independência de 1º de outubro, e ordenará uma intervenção em todo material destinado a organizar a consulta - anunciou o procurador-geral, José Manuel Maza, nesta quinta-feira (7).

"Vão entrar em curso os mandatos para que a Polícia judicial intervenha nos efeitos, ou nos instrumentos destinados a preparar, ou realizar, o referendo ilegal", disse o procurador-geral em uma rápida coletiva de imprensa em Madri.

Em reação, o porta-voz do governo catalão denunciou o "estado de sítio disfarçado" implantado na Espanha.

"A partir de agora, nos sentimos convocados, frente a esse estado de sítio disfarçado, a defender os direitos mais fundamentais", declarou o porta-voz Jordi Turull, ressaltando que "isso não altera em nada o que está previsto pelo governo" para 1º de outubro.

- Rajoy: 'ato intolerável' -

Na sequência, o chefe de Governo espanhol, Mariano Rajoy, afirmou hoje em Madri que a convocação de um referendo de autodeterminação na Catalunha é um "ato intolerável de desobediência às instituições democráticas".

Rajoy anunciou que seu governo pedirá ao Tribunal Constitucional (TC) para "anular" o decreto sobre a organização da consulta.

Afirmando ser "muito consciente das minhas obrigações e da gravidade do momento", ele disse que também solicitará ao TC que lembre às autoridades e aos mais de 900 prefeitos da Catalunha que é seu dever "impedir, ou paralisar, qualquer iniciativa para a organização do referendo".

"Essa consulta não vai acontecer, de modo algum", garantiu Rajoy, alegando que sua realização supõe "privar" os demais espanhóis do direito de decidir sobre o futuro de uma região da Espanha.

"A convocação do referendo de autodeterminação supõe um claro e intolerável ato de desobediência às nossas instituições democráticas, e o governo se considera obrigado a defender sua dignidade", frisou.

Frente "aos passos cada vez mais autoritários e antidemocráticos" das autoridades catalãs, Rajoy garantiu aos habitantes da Comunidade que a lei "os defenderá frente a qualquer arbitrariedade".

"Podem manter a confiança em suas instituições e em sua democracia. Ninguém vai vacilar na hora de cumprir seu dever", prometeu.

Embora a Justiça espanhola tenha classificado a consulta como ilegal, o governo separatista da Catalunha pretende realizá-la em 1º de outubro. Composta de cerca de 7,5 milhões de pessoas, a população local será convocada para responder se quer a Catalunha se torne "um Estado independente em forma de república".

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AFP