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Guardas israelenses detêm um jovem palestino na entrada do complexo da Mesquita de Al-Aqsa

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Os muçulmanos se negaram nesta segunda-feira (17), seguindo a recomendação das autoridades religiosas palestinas, a visitar a Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, em protesto contra a instalação por Israel de detectores de metal nas entradas do local sagrado.

O acesso ao terceiro local mais sagrado do Islã, que está no centro do conflito entre Israel e os palestinos, foi fechado pelas autoridades israelenses após um ataque na sexta-feira cometido por três árabes israelenses que mataram dois policiais na Cidade Velha de Jerusalém Oriental.

Finalmente, o local foi reaberto no sábado, sob protesto dos palestinos.

Nesta segunda-feira, assim como aconteceu no domingo, muitos muçulmanos realizaram suas orações ao ar livre, recusando-se a entrar no local passando por detectores de metais.

"Pela mesquita Al-Aqsa, sacrificamos nossa alma e nosso sangue", clamaram os fiéis em protesto.

"Nós rejeitamos as alterações impostas pelo governo israelense", declarou no domingo o xeque Omar Kiswani, diretor da mesquita Al-Aqsa, localizada na Esplanada.

A decisão de fechar a Esplanada indignou os palestinos e reavivou os temores de que Israel assuma o controle exclusivo do local, que também é reverenciado pelos judeus como Monte do Templo.

No total, cinco portas com detectores de metal foram reabertas. "Estamos trabalhando para instalar detectores em todos os acessos", garantiu a polícia israelense.

Em um comunicado conjunto, os movimentos islamitas Hamas e Jihad Islâmica pediram que os palestinos protestem contra as medidas israelenses.

"Exigimos o fim de todas as medidas sionistas e (pedimos) que o governo extremista retire suas mãos da mesquita sagrada de Al-Aqsa", indicam.

No domingo à noite, confrontos foram registrados perto da Esplanada das Mesquitas. Segundo o Crescente Vermelho palestino, 17 pessoas ficaram feridas.

AFP