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Imagens de um mesmo recife de corais ao longo da ilha japonesa de Tsushima, em janeiro de 2016 (à esq.) e janeiro de 2017 (à dir.), após o fenômeno de branqueamento decorrente do aquecimento global

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Os corais mais setentrionais do mundo, que ficam no Japão, são cada vez afetados pelo branqueamento relacionado ao aquecimento global - de acordo com as conclusões de um pesquisador japonês.

Com sua equipe, o diretor do Centro de Biologia Ambiental do Instituto Nacional Japonês, Hiroya Yamano, observou, em dezembro de 2016, a costa da ilha de Tsushima, que se encontra 1.000 km ao sudoeste de Tóquio. Os cientistas concluíram que 30% dos recifes estão afetados.

Até agora, "os corais do arquipélago meridional de Okinawa encontravam abrigo nas águas de temperatura mais baixa, estendendo seu hábitat a Kyushu, Shikoku e Honshu", três das quatro ilhas principais do Japão, explicou Yamano à AFP.

"Mas, agora, os corais que se encontram nesses refúgios também estão ameaçados. A situação é grave", frisou.

Os recifes de corais, que recobrem menos de 0,2% da superfície dos oceanos, abrigam 30% das espécies animais e vegetais marinhas. Contribuem para a proteção do litoral, para a alimentação humana e para a criação de empregos no turismo.

Desde 2015, porém, nas zonas tropicais, houve uma temperatura acima do normal, e mais de 70% se viu afetado por esse aquecimento que branqueia o coral, provocando sua morte.

No ano passado, os cientistas observaram o pior registro desse fenômeno na Grande Barreira australiana, recife de 2.300 km inscrito em 1981 como Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

AFP