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Mudança no comando da polícia no Paraguai por crime de traficante na prisão

Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, conhecido como "Marcelo Piloto", após ser detido no Paraguai acusado de assassinato, tráfico de armas e drogas para o Comando Vermelho, em 14 de dezembro de 2017, em Assunção afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. novembro 2018 - 19:31
(AFP)

O presidente do Paraguai, Mario Abdo, demitiu seu chefe de segurança no domingo (18) e anunciou uma reestruturação da liderança policial como repercussão do assassinato de uma jovem em uma cela de segurança máxima por um narcotraficante brasileiro que quer evitar sua extradição.

"Nós tomamos a decisão de substituir o comandante e o vice-comandante da Polícia Nacional", escreveu o chefe de Estado em sua conta no Twitter.

O ministro do Interior, Juan Villamayor, anunciou que "o presidente tomará medidas drásticas" após o assassinato da jovem na prisão.

Marcelo "Piloto" Pinheiro, considerado um dos líderes da facção criminosa brasileira Comando Vermelho, matou uma mulher paraguaia de 18 anos que o visitou em sua cela na sede da Força Especial de Operações Policiais (FOPE) em Assunção.

A jovem pediu para visitar o detento e seu pedido foi autorizado pelas autoridades porque o narcotraficante não estava sob detenção incomunicável.

O infrator brasileiro foi preso no Paraguai em dezembro de 2017 durante uma operação contra o tráfico de drogas.

Villamayor disse a repórteres que o assassinato cometido por Pinheiro tinha como objetivo impedir sua extradição para o Brasil, onde ele havia escapado de uma prisão em que cumpriu uma sentença de 15 anos pela acusação de assalto seguido de morte.

O advogado do narcotraficante afirma que Pinheiro terá que ser processado no Paraguai pelo assassinato da jovem e isso fará com que sua extradição para o Brasil seja adiada.

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