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Leão-marinho é visto na ilha King George, na Antártica, em 28 de outubro de 2008

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A escassez de comida provocada pelo aquecimento global está reduzindo as populações de leões-marinhos-do-sul e afetando o perfil genético daqueles que sobrevivem, revelaram cientistas nesta quarta-feira.

Os leões-marinhos têm menor peso médio ao nascer e há menos adultos que se reproduzem porque eles esperam até mais tarde para ter suas crias, segundo estudo publicado na revista Nature. Só os animais maiores sobrevivem e se reproduzem.

Todos estes são sintomas clássicos de falta de alimento de longo prazo, o que se corrobora ao mesmo tempo com uma disponibilidade menor de krill antártico, um crustáceo minúsculo e essencial na cadeia alimentar desse hábitat.

Este fator foi, por sua vez, vinculado pelos autores a temperaturas mais altas no mar e no ar e pelo gelo polar.

"As mudanças climáticas reduziram a disponibilidade das presas e causaram uma queda significativa no peso dos leões marinhos ao nascer", escreveram.

"Detectamos uma diminuição de 24% na quantidade de fêmeas com crias nos últimos 27 anos", acrescentou. O estudo também detectou uma variabilidade genética menor nos indivíduos, o que os torna mais vulneráveis a mudanças que demandam uma adaptação.

Após estar ameaçados de extinção no século XIX, quando eram caçados em larga escala para explorar suas peles, os leões-marinhos-do-sul se recuperaram no século passado.

Por causa das mudanças que ocorrem atualmente, "pode ser que se torne mais difícil combater o declínio dos leões-marinhos no século XXI do que no século XX", afirmaram os zoólogos Tim Coulson e Sonya Clegg em um comentário sobre o estudo.

AFP