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Paris é vista encoberta pela poluição, em 11 de março de 2014

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As mudanças climáticas vão trazer mais dias de calor, provocando uma maior sudorese e desidratação nas pessoas, um fator chave para aumentar o risco dos cálculos renais, destacaram nesta quinta-feira cientistas que fizeram o estudo.

A pesquisa, publicada na revista Environmental Health Perspectives, encontrou uma relação entre dias quentes e pedras nos rins em 60.000 pacientes, que tiveram seus registros médicos analisados em Atlanta, Chicago, Dallas, Los Angeles de Filadélfia.

"Descobrimos que, à medida que as temperaturas diurnas sobem, há um rápido aumento da probabilidade de que os pacientes sofram de cálculos renais no transcurso dos 20 dias seguintes", disse Gregory Tasian, urologista pediátrico e epidemiológico do Hospital Infantil da Filadélfia e autor do estudo.

À medida que as temperaturas médias diárias subiram cerca de 10 graus Celsius, o risco de ocorrência de pedras nos rins aumentou em todas as cidades exceto em Los Angeles.

Além disso, os cálculos renais foram mais frequentes depois de três dias da ocorrência de uma onda de calor.

Os cálculos renais ocorrem quando substâncias como o cálcio e o fósforo alcançam uma concentração elevada demais na urina. Não ingerir uma quantidade suficiente de líquidos pode agravar o problema.

Estima-se que cerca de 10% da população dos Estados Unidos sofra de cálculos renais, que são mais comuns nos homens do que nas mulheres.

"Essas descobertas apontam para possíveis impactos na saúde pública relacionados à mudanças climáticas", disse Tasian.

"A prevalência de cálculos renais foi aumentando nos últimos 30 anos, e podemos esperar que esta tendência continue, tanto em quantidade como em extensão da área geográfica, à medida que aumentam as temperaturas diurnas", disse Tasian.

AFP