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(Da direita à esquerda) Katie Holly, Sophie Fiennes, Grace Jones e Shani Hinton na premiere do documentário "Grace Jones: Bloodlight and Bami", dirigido por Sophie Finnes, no festival internacional de Toronto, no dia 7 de setembro de 2017

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As mulheres ganharam notoriedade no Festival Internacional de Cinema de Toronto graças à expressa disposição dos organizadores, mas ainda há um longo caminho para as diretoras, atrizes e produtoras no universo majoritariamente masculino do Cinema.

Um terço dos longa-metragens apresentados no festival são realizados por mulheres, uma proporção rara, ou nunca antes alcançada nos outros grandes eventos cinematográficos mundiais.

A franco-turca Deniz Gamze Ergüven ("Kings"), a irlandesa Rebecca Daly ("Good Favour"), a austríaca Barbara Albert ("Mademoiselle Paradis") e a francesa Agnès Varda (melhor documentário em Cannes com "Visages, Villages") são alguns exemplos da "feminização" do Cinema.

"A paridade está na vanguarda, mas a mudança no cinema é lenta", afirmou à AFP Piers Handling, diretor do festival.

Seja na direção de atores ou nos salários das estrelas, as diferenças são grandes. "Não vimos nenhum aumento do número de diretoras de cinema", reconheceu Stacy Smith, professora da Universidade do Sul de Califórnia, em Los Angeles.

De uma mostra de 109 longa-metragens, somente 3,4% foram feitas por mulheres em 2016, segundo ela.

Sobre o cachê das estrelas, de acordo com a revista Forbes, a relação é um para três entre Mark Wahlberg ("Transformers") e Emma Stone, Oscar de melhor atriz por "La La Land - Cantando Estações", que estará em Toronto por seu papel como a tenista Billie Jean King para o filme "Battle of the Sexes", da diretora Valerie Faris.

Na Mostra de Cinema de Veneza, este ano apenas uma diretora, a chinesa Vivian Qu, irá competir com 20 homens.

Este desequilíbrio em detrimento das mulheres tem suas raízes tanto no machismo da profissão como no fato de que o Cinema está muitas vezes inspirado em heróis de desenhos animados, considera Stacy Smith.

Segundo o diretor do festival, "países europeus como França, Alemanha, ou Escandinávia, têm um ótimo enfoque da diversidade". Graças às ajudas, em parte públicas -como o exemplo francês das antecipações sobre os ingressos por bilheteria-, as realizadoras podem montar mais facilmente uma produção com menos pressão.

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AFP