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Ex-presidente e líder militar Pervez Musharraf é suspeito de participar do assassinato de sua rival política, mas nega a acusação

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O ex-presidente paquistanês Pervez Musharraf garantiu, neste domingo, que vai voltar ao seu país para ser julgado, três dias depois de ser declarado fugitivo durante o julgamento pelo assassinato de sua ex-rival política Benazir Bhutto, em 2007.

"Claro que vou voltar ao Paquistão e ser julgado, assim que meu estado de saúde permitir", afirmou Musharraf em um comunicado.

"Fui vítima de uma armação política no caso do assassinato de Benazir Bhutto, apesar de não ter tido nada a ver com sua morte trágica e prematura", afirmou.

"Não me beneficiei do assassinato da primeira-ministra Benazir Bhutto, e todo o caso criado contra mim é falso, fictício, inventado, é fruto de uma intriga política", garantiu o ex-líder.

Musharraf deixou o Paquistão em março de 2016 para receber cuidados médicos em Dubai, prometendo que voltaria ao país para responder à Justiça.

O tribunal de Rawalpindi absolveu cinco acusados pelo assassinato de Bhutto, declarou Musharraf fugitivo e mandou confiscar seus bens. O ex-presidente, que foi envolvido no caso em 2013, atualmente é o único suspeito.

Bhutto, eleita duas vezes primeira-ministra e primeira mulher a governar um país muçulmano na era contemporânea, morreu em um atentado suicida em Rawalpindi em 27 de dezembro de 2007.

Em 2010, a ONU acusou, em um informe, o governo de Musharraf de não ter dado proteção adequada a Bhutto, garantindo que sua morte poderia ter sido evitada.

O regime de Musharraf atribuiu o assassinato ao então líder talibã Baitulá Mehsud. Ele sempre negou qualquer implicação e morreu em um ataque de um drone americano em 2009.

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AFP