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(30 jul) Fila para votar na Assembleia Constituinte, em Caracas

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Os números da participação na eleição da Assembleia Constituinte, no domingo, na Venezuela, foram "manipulados", afirmou nesta quarta-feira em Londres a empresa SmartMatic, responsável pelo processo de votação.

"Baseado em nosso robusto método, sem sombra de dúvida, (os números de) participação na eleição da Assembleia Constituinte Nacional foram manipulados", afirmou Antonio Mugica, CEO da companhia britânica em uma coletiva de imprensa.

Segundo as autoridades venezuelanas, mais de oito milhões de eleitores, ou 41,5% do corpo eleitoral, participaram da eleição.

A votação foi boicotada pela oposição, que acusa o governo de querer perpetuar o poder do presidente Nicolás Maduro, cujo mandato termina em 2019.

Ressaltando que SmartMatic participa da organização das eleições na Venezuela "desde 2004", o CEO da companhia explicou que "o sistema eleitoral automatizado" desenvolvido pela empresa foi concebido para "revelar qualquer manipulação de resultados".

Contudo, os números produzidos por este sistema "podem ser ignorados pelas autoridades, que podem anunciar números errôneos no lugar". Por esta razão, SmartMatic ressalta a necessidade de auditorias pelos partidos de oposição para validar os números proclamados.

Durante a eleição da Assembleia Constituinte, "a oposição não participou" no controle dos números, ressaltou Mugicala.

A eleição de 545 membros da Assembleia Constituinte foi condenada pela União Europeia, que expressou na segunda-feira "sérias dúvidas" sobre a validade do resultado.

No domingo, enquanto os locais de voto eram vigiados pelo Exército, opositores e as forças de ordem entraram em confronto em Caracas e em outras cidades, fazendo dez mortos.

Desde domingo à noite, os opositores ao regime chavista foram chamados a manifestar novamente contra a Assembleia Constituinte, chamada de "fraude".

AFP