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(27 ago) Peregrinos muçulmanos rezam na Grande Mesquita de Meca

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A crise no Golfo impediu a viagem a Meca de muitos peregrinos do Catar, que acusa a vizinha Arábia Saudita de ter "politizado" a celebração religiosa.

Embora o governo catariano não tenha divulgado nenhum número, a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Catar, vinculada ao governo, calculou que apenas de 60 a 70 peregrinos do pequeno emirado conseguiram viajar para a Arábia Saudita na semana passada.

As estimativas dos sauditas são maiores, e parte da imprensa menciona 1.200 fiéis procedentes do Catar.

Ainda assim, os números estão muito distantes dos 12.000 catarianos que fizeram a peregrinação no ano passado, segundo a agência oficial de notícias do Catar, a QNA.

Nas últimas semanas, a grande peregrinação muçulmana ("hajj") à Meca, um dos pilares do Islã, foi o centro das divergências entre o Catar e a Arábia Saudita e seus aliados.

Riad, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, além do Egito, romperam relações diplomáticas com o Catar em 5 de junho passado. Esses países acusaram Doha de manter vínculos com grupos extremistas e de aproximação com o Irã, o grande rival da Arábia Saudita na região.

Entre as sanções impostas ao Catar, que rejeita as acusações, está o fechamento por parte da Arábia Saudita de todas as fronteiras - terrestre, marítima e aérea - com o emirado, assim como o retorno de seus cidadãos residentes em território catariano.

Em 17 de agosto, porém, pouco antes do início do "hajj", Riad fez uma sinalização ao Catar e suavizou as condições de acesso dos peregrinos deste país, especialmente através do posto de fronteira de Salwa, por onde passaram dezenas de fiéis.

Já o transporte de peregrinos catarianos em aviões sauditas, que também havia sido prometido por Riad, não aconteceu.

"As autoridades catarianas não autorizaram o pouso dos aviões por falta de documentação", afirmou a agência saudita SPA, versão que foi negada pelo Catar.

Desde o início da crise no Golfo, os aviões da Qatar Airways não podem sobrevoar o espaço aéreo saudita.

A troca de farpas entre os países aumentou com as acusações do Catar sobre uma "politização" do "hajj".

Mesmo as medidas anunciadas por Riad para suavizar as sanções provocaram uma polêmica sobre a "mediação" de um integrante da família real do Catar, xeque Abdallah ben Ali Al Thani, considerado por parte da imprensa como um rival do atual emir de Doha.

Ao mesmo tempo, o Catar não convocou seus cidadãos a viajarem para Meca. O governo chegou a expressar abertamente o temor de um possível "assédio" a seus fiéis, principalmente os que viajam sozinhos.

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AFP